Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço divulga o Universo em Figueira de Castelo Rodrigo

Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, 26 abr 2019 (Lusa) - Nove investigadores do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço vão estar, no dia 04 de maio, em Figueira de Castelo Rodrigo, para "uma viagem do Sistema Solar aos confins do Universo", foi hoje anunciado.

A presença dos investigadores em Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, ocorre no âmbito de uma sessão da Digressão Ignite IAstro, que pretende "levar o Universo a vilas e cidades mais afastadas dos grandes centros urbanos".

Durante a sessão, que terá lugar na Casa da Cultura de Figueira de Castelo Rodrigo, pelas 21:30 do dia 04 de maio, um sábado, os investigadores do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) "vão levar o público numa viagem do Sistema Solar às estrelas e às galáxias".

"Na Digressão Ignite IAstro, os investigadores do IA estão dar a conhecer, de forma descontraída e acessível, temas atuais da investigação em ciências do espaço. Em menos de uma hora, vão falar de temas como as tempestades em Júpiter, as mensagens das estrelas, os maiores buracos negros no Universo ou a frota de missões espaciais da Agência Espacial Europeia", refere a organização em comunicado hoje enviado à agência Lusa.

Segundo a fonte, "no formato compacto dos eventos Ignite IAstro, e seguindo o conceito 'ignite?, oito a dez investigadores apresentam a sua investigação em apenas cinco minutos cada, fazendo uma intervenção rápida e estimulante ao ritmo de uma sequência automática de 20 imagens".

O coordenador do IA, José Afonso, citado na nota, sublinha que "o gosto pela ciência está em todos, mas infelizmente a ciência não chega a todos os locais com a mesma facilidade".

"No IA assumimos o dever, e o prazer, em comunicar a ciência que fazemos, e com a digressão Ignite IAstro pretendemos levar um pouco da Astrofísica e das Ciências do Espaço nacionais a todos os portugueses - muito em particular aos que estão mais longe das grandes cidades", refere.

Já o coordenador do Grupo de Comunicação de Ciência do IA, João Retrê, adianta que "o formato 'ignite? cativa a atenção de todos pela diversidade e rapidez das apresentações, criando momentos de espetáculo e entretenimento".

"A expectativa de ver os investigadores serem ultrapassados pelos 'slides' cria dinâmica e diversão, que são características desta forma descontraída de apresentar e aprender ciência", conclui.

A sessão Ignite IAstro agendada para a vila de Figueira de Castelo Rodrigo, localizada no Interior do país, próximo da fronteira com Espanha, tem o apoio da Plataforma de Ciência Aberta, do Município de Figueira de Castelo Rodrigo e da Universidade de Leiden (Holanda).

Os promotores indicam tratar-se do 18.º evento de uma digressão por Portugal, que começou em janeiro de 2016 e já passou por localidades de norte a sul do país, incluindo a Região Autónoma dos Açores.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?