Incêndios: Estabilização de emergência realizada na Mata Nacional de Leiria

Bombeiros e outras entidades terminam hoje, na Mata Nacional de Leiria, uma ação de estabilização de emergência para travar a erosão, anunciou a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Em comunicado, a GNR informa que os trabalhos, iniciados na terça-feira, decorreram na ribeira de Moel, freguesia de São Pedro de Moel, no concelho da Marinha Grande, e consistiram numa "estabilização de emergência a curto prazo, contribuindo para a diminuição da erosão do solo" na sequência do último incêndio na região.

O oficial de comunicação e relações públicas da Unidade de Intervenção da GNR, tenente-coronel Carlos Almeida, disse à agência Lusa que a intervenção passou pela estabilização das encostas e da própria ribeira de Moel", com recurso a diversos materiais recolhidos no local.

Por sua vez, o capitão Pedro Ribeiro, do Grupo de Intervenção Proteção e Socorro (GIPS), entidade que tem integrado ações idênticas nas últimas semanas, em diferentes áreas ardidas de Portugal, disse que os trabalhos que terminam hoje, na ribeira de Moel, envolveram oito elementos do GIPS.

Além de barreiras formadas por troncos, "a vegetação restante é transformada em estilha que é espalhada" na superfície das encostas, para conter eventuais enxurradas devido à chuva, acrescentou Pedro Ribeiro.

"Os militares usaram vários tipos de materiais naturais na superfície do solo, de forma a travar a maior quantidade de sedimentos possível, com o objetivo de reduzir a velocidade da água de escorrência, reduzir a erosão, aumentar a taxa de infiltração e facilitar a retenção de cinzas presentes, resultado dos incêndios deste ano", segundo a nota.

Coordenada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), em colaboração com o GIPS, Força Especial de Bombeiros, Câmara Municipal da Marinha Grande e Sapadores Florestais, entre outras entidades, a ação "contribui para a prevenção de situações de emergência ou desastres naturais, que levam sempre a graves consequências para a população e para o ambiente", adianta o gabinete de imprensa da GNR.

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