Idanha-a-Nova cria projeto para preservar planta protegida e endémica da região

A Junta de Freguesia de Toulões, em Idanha-a-Nova, avançou com um projeto para preservar a rosa albardeira, planta protegida e endémica da região, foi hoje anunciado.

"Queremos colocar a rosa-albardeira, símbolo dos Toulões, ao serviço do desenvolvimento da região", explica em comunicado enviado à agência Lusa o autarca local, António Marcelo.

O projeto "Toulões, a Aldeia da Rosa Albardeira" inclui a distribuição de sementes da rosa-albardeira (Paeonia broteri) pelos habitantes de Toulões, incentivando a plantação desta espécie que cresce nos campos da freguesia, em particular na Serra da Murracha.

A iniciativa partiu da Junta de Freguesia de Toulões e conta com o apoio do município Idanha-a-Nova, do Geopark Naturtejo da UNESCO e da empresa Sementes Vivas.

"As equipas do Geopark Naturtejo e da empresa Sementes Vivas, com sede no concelho de Idanha-a-Nova, estão a promover e desenvolver sementes a partir da nossa rosa-albardeira para garantirmos a preservação desta planta protegida", refere o autarca.

A temática da rosa-albardeira, espécie protegida, tem permitido promover Toulões e o concelho de Idanha-a-Nova no país e a nível internacional.

Em 2017, esta aldeia foi convidada de honra no Festival da Peónia, em Lorsch, na Alemanha, onde representou o concelho como território produtivo e destino turístico de excelência.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Legalização da canábis, um debate sóbrio 

O debate público em Portugal sobre a legalização da canábis é frequentemente tratado com displicência. Uns arrumam rapidamente o assunto como irrelevante; outros acusam os proponentes de usarem o tema como mera bandeira política. Tais atitudes fazem pouco sentido, por dois motivos. Primeiro, a discussão sobre o enquadramento legal da canábis está hoje em curso em vários pontos do mundo, não faltando bons motivos para tal. Segundo, Portugal tem bons motivos e está em boas condições para fazer esse caminho. Resta saber se há vontade.

Premium

nuno camarneiro

É Natal, é Natal

A criança puxa a mãe pela manga na direcção do corredor dos brinquedos. - Olha, mamã! Anda por aqui, anda! A mãe resiste. - Primeiro vamos ao pão, depois logo se vê... - Mas, oh, mamã! A senhora veste roupas cansadas e sapatos com gelhas e calos, as mãos são de empregada de limpeza ou operária, o rosto é um retrato de tristeza. Olho para o cesto das compras e vejo latas de atum, um quilo de arroz e dois pacotes de leite, tudo de marca branca. A menina deixa-se levar contrariada, os olhos fixados nas cores e nos brilhos que se afastam. - Depois vamos, não vamos, mamã? - Depois logo se vê, filhinha, depois logo se vê...