Guiné Equatorial é o país com mais imigrantes em África, com 18% - ONU

A Guiné Equatorial é o país da África subsariana com mais migrantes internacionais em percentagem da população, com 18 africanos em cada 100 habitantes, muito acima de média de 2% da região, segundo a ONU.

De acordo com o relatório das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Económico em África, hoje divulgado em Nova Iorque, "em 2017, os países com o maior número de migrantes internacionais em percentagem da população total eram a Guiné Equatorial (18%), o Gabão e as Seicheles (14% cada) e Djibuti, com 12%", lê-se no documento.

A análise de mais de 200 páginas é dedicada às migrações, tem o subtítulo 'Migração para a Transformação Estrutural' e apresenta entre as principais conclusões a ideia de que a migração em África á vantajosa quer para o país emitente, quer para o país recetor.

Os migrantes africanos representaram 19 milhões de pessoas, sendo que 17 milhões de africanos deixaram o continente, lê-se no documento, que dá conta que Árica foi o destino de migração de 5,5 milhões de pessoas vindas de outros continentes.

"As conclusões do relatório sobre o impacto positivo da migração no crescimento e no desenvolvimento socioeconómico quer no destino, quer nos países de origem, estão em linha com outros estudos que mostram que a contribuição estimada dos imigrantes para o PIB varia entre os 1% no Gana e os 19% na Costa do Marfim", escrevem os autores do relatório.

As migrações, acrescentam, também contribuem para o desenvolvimento dos países "através dos impostos e do consumo, com os migrantes a gastarem aproximadamente 85% do seu rendimento nos países de destino", e é por isto que uma das principais recomendações da ONU aos países que acolhem migrantes é a sua legalização e rápida integração no mercado de trabalho.

O documento nota que "mais de metade dos migrantes internacionais em África, 53%, ficaram no continente", mas se retirarmos os países do norte de África, "a percentagem da migração intra-africana foi muito mais elevada, já que 80% dos migrantes internacionais do continente residiam na África Ocidental, Oriental e Central".

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