Governo dos Açores preocupado com impacto do lixo nos ecossistemas marinhos

O secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores, Gui Menezes, manifestou hoje preocupação com o impacto do lixo nos ecossistemas marinhos, em especial nas tartarugas e aves.

"O ano passado foram analisadas cerca de 30 tartarugas marinhas, das quais cerca de 80% continham fragmentos de plásticos no seu organismo", disse Gui Menezes, acrescentando que também na campanha "SOS Cagarro" foi encontrada uma média de cinco fragmentos de plástico em 149 aves.

O governante falava aos jornalistas durante uma visita à exposição "Plasticus Maritimus", na ilha do Faial, para assinalar o Dia Mundial do Mar.

No seu entender, a exposição patente ao público no Banco dos Artistas, na Horta, "é uma forma muito importante de sensibilizar as pessoas para o problema do lixo marinho", recordando que este problema tem, no entanto, uma dimensão que "ultrapassa os Açores".

"As estimativas que existem é de que 10 a 12 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos todos os anos e destes 80% têm origem em terra, portanto, nós todos temos uma responsabilidade aqui de evitar que isso aconteça", alertou o governante.

O secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia considerou ainda que a resolução do problema passa por uma melhor gestão dos resíduos produzidos no arquipélago, em especial os plásticos, que acabam muitas vezes nas zonas costeiras e no mar, referindo que o executivo açoriano já adotou políticas, incluídas no Plano de Ação para o Lixo Marinho, para reduzir a quantidade de lixo no mar.

Também em parceria com a região, estão a decorrer nos mares dos Açores dois projetos científicos, um deles o "LIXAZ", que está a monitorizar o lixo marinho no arquipélago, e um projeto europeu, o "INDICIT", que pretende avaliar o impacto do lixo marinho em tartarugas marinhas e noutros seres vivos.

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