Frusoal lança marcas de citrinos algarvios e prevê investir 100 mil euros

A Frusoal lançou duas marcas próprias de citrinos do Algarve -- Gomo e Biogomo -- e pretende investir cerca de 100 mil euros em dois anos no desenvolvimento da imagem e na sua implementação no mercado, foi revelado.

"As contas ainda não estão fechadas, mas prevemos em dois anos atingir 100 mil euros de investimento, aplicado no desenvolvimento da imagem da marca e na sua implementação no mercado", disse à Lusa o sócio-gerente da Frusoal, Pedro Madeira.

De acordo com o responsável, o lançamento desta nova marca está inserido no projeto de internacionalização da organização de produtores que é cofinanciado pelo programa operacional CRESC Algarve 2020, com o montante de investimento elegível global de 259.552,50 euros, dos quais 45% (116.798,63 euros) são provenientes do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

A Gomo é destinada aos citrinos de categoria superior ('premium'), enquanto a Biogomo irá comercializar laranjas produzidas em modo biológico.

O lançamento oficial das marcas decorreu esta quarta-feira, em Berlim, durante o primeiro dia da feira Fruit Logística, na qual Portugal está representado com 37 entidades.

Em comunicado enviado na ocasião, a empresa referiu que "o lançamento das duas marcas tem como objetivo reforçar as exportações da Frusoal e valorizar o sabor dos citrinos do Algarve, nomeadamente, as laranjas de calibres superiores, assim como as de produção biológica".

Por sua vez, a aposta nos produtos biológicos, cuja área de produção está a ser alargada, constitui uma das prioridades da Frusoal "para ir ao encontro das tendências de consumo".

Atualmente, esta associação de produtores tem em marcha um plano de internacionalização, prevendo, em 2020, atingir um volume de negócios de 25 milhões de euros.

Durante o primeiro dia da Fruit Logistica, foi também lançada a Maria, marca do grupo Luís Vicente destinada às frutas nacionais, nomeadamente a pera rocha, mas também maçãs, ameixas, pêssegos, nectarinas, dióspiros e marmelos.

"A marca nasce da nossa vontade em nos assumirmos como a empresa de referência da produção nacional. Ainda não tínhamos uma marca que agregasse todas as frutas que produzimos no nosso território e a Maria é a oportunidade para nos apresentarmos como produtores de fruta intrinsecamente portuguesa", explicou, em comunicado, o diretor-geral da Luís Vicente, Miguel Barbosa.

Questionado pela Lusa, o grupo não quis revelar o valor do investimento.

Pela nona vez consecutiva, a Portugal Fresh está presente, juntamente com 37 entidades, na Fruit Logistica, evento que decorre até sexta-feira e onde são esperadas 78 mil pessoas, de 130 países.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), as exportações de frutas, legumes e flores portuguesas atingiram, entre janeiro e novembro de 2018, 1.372 milhões de euros, o equivalente a uma subida homóloga de 1%.

Por sua vez, entre janeiro e novembro, as vendas para a Alemanha avançaram 1,3%, face ao mesmo período de 2017, fixando-se em 89,4 milhões de euros.

Entre os 37 participantes nacionais na feira, encontram-se 22 empresas, como a Campotec, a Vale da Rosa e a Vitacress.

Além destas, marcam presença no 'stand' português nove parceiros, como o Portuguese Agrofood Cluster, bem como seis associações, onde se incluem a Refcast (castanha) e a Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas.

A Portugal Fresh conta, atualmente, com 85 associadas que representam 25% do valor do setor das frutas, legumes e flores.

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