Feira de Leiria quer ser "mais sexy" e superar o meio milhão de visitantes em ano de viragem
Hoje, na apresentação da feira que se realiza entre 30 de abril e 26 maio num terreno de cerca de 04 hectares junto ao Estádio de Leiria e rio Lis, o vice-presidente anunciou que a autarquia está "a construir uma feira nova" para "garantir público para o futuro".
"Há um objetivo: tornar esta feira mais moderna e que seja uma referência não só para quem já a visita, mas sobretudo para quem tem resistência em visitá-la", disse Gonçalo Lopes.
"Não descansaremos enquanto esta feira não for um emblema da região", disse o autarca, admitindo a "necessidade de poder afirmar a feira como algo que é moderno, que é chique, que é sexy" para que se afirme como "um motivo de orgulho de toda uma nova geração de utilizadores e que seja tão bom feirar como estar em casa a jogar jogos".
Segundo Gonçalo Lopes, a Feira de Leiria tem "uma imagem associada que afasta determinado tipo de público", seja "pela componente musical ou oferta pouco aliciante para a juventude".
Uma das novidades da edição deste ano é uma tenda para concertos, que acontecem em 16 dos 27 dias do evento. A programação inclui desde António Zambujo a Blaya, passando por HMB ou dj Riscas.
"Não queremos excluir ninguém e por isso temos oferta desde as crianças até ao público sénior". Gonçalo Lopes destaca a presença de "um artista internacional", Roger Hodgson, vocalista dos Supertramp, que atua no Estádio de Leiria a 11 de maio.
A par da renovação, a Câmara de Leiria recorda os sete séculos de história da feira, elegendo o mundo rural como tema.
A autarquia calcula que o impacto económico direto da Feira de Leiria chegue aos cinco milhões de euros, "se o consumo médio dos 500 mil visitantes rondar os 10 euros", notou Gonçalo Lopes.
"Quem vai à feira sabe que 10 euros é pouco... É uma fartura, um carrinho de choque... E rapidamente se gasta mais do que isto. Se garantirmos a adesão de público, é natural que o impacto chegue aos cinco milhões, sendo o indireto incalculável", acrescentou.
Leiria quer "uma feira moderna, inclusiva, para todos os públicos e com preocupações ambientais, para que feira ganhe um novo protagonismo, quer em termos económicos, quer em termos de público, para garantir a sustentabilidade", concluiu o vice-presidente da Câmara.

