Fabricantes de tabaco acusados em França de falsificar testes sanitários

O comité francês contra o tabagismo informou na sexta-feira que apresentou uma denúncia na Justiça francesa contra os fabricantes de tabaco, que acusa de falsificar os testes sanitários para introduzir mais nicotina e alcatrão do que o permitido.

A organização apoiou a denúncia por se tratar de um caso que "põe em perigo a vida alheia".

O comité detalhou que há "buracos minúsculos" nos filtros dos cigarros destinados a "falsificar os testes" que impedem que se saiba se foram ultrapassados os limites do alcatrão, da nicotina e do monóxido de carbono.

Segundo as fontes citadas pelo comité, o alcatrão que os fumadores inalam seria duas a 10 vezes superior ao estabelecido e cinco vezes mais no caso da nicotina.

"Assim, os fumadores que pensam que estão a fumar um maço por dia, fumam, na realidade, o equivalente a dois a dez", assinalaram os queixosos.

Segundo o 'Le Figaro', a queixa foi apresentada contra as filiais francesas das quatro maiores marcas de tabaco, a saber, Philip Morris, British American Tobacco, Japan Tobacco International e Imperial Brands.

A imprensa francesa já começou a falar de um caso semelhante ao 'Dieselgate' (a fraude das emissões poluentes da Volkswagen) e alguns já se interrogam se não se está perante um caso de 'Tabacogate'.

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