Embaixador da UE no Brasil diz que acordo com Mercosul está "muito próximo"

O embaixador da União Europeia (UE) no Brasil, João Gomes Cravinho, disse hoje que o acordo comercial com o Mercosul está "muito próximo" e apelou à superação das diferenças entre os dois blocos.

O responsável foi de encontro à posição defendida pelo ministro das Relações Externas do Paraguai, Eladio Loizaga, que na passada quinta-feira salientou que o Mercosul, bloco composto pelo Paraguai, Uruguai, Brasil e Argentina, espera "poder concluir dentro de três ou quatro semanas" o acordo de associação com a União Europeia.

"Penso que o Paraguai também esteja a refletir sobre esta questão. Estamos muito perto, mais ainda não estamos lá", disse João Gomes Cravinho, citado pela agência EFE, que falava aos jornalistas à margem de um seminário em São Paulo, no Brasil.

Para o embaixador, a principal barreira à conclusão do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul é a agricultura, uma área onde há "interesses ofensivos e defensivos de ambos os lados". No entanto, ressalvou que aquilo que separa os dois blocos são divergências "muito pequenas".

João Gomes Cravinho pronunciou-se também sobre a decisão do Presidente dos Estados Unidos taxar as importações de aço e alumínio, notando que a União Europeia "não está em guerra com ninguém".

"O diálogo é a base, não temos vontade de entrar numa guerra comercial com ninguém. Uma guerra comercial é prejudicial e fácil de perder", sublinhou.

Face a esta medida, o embaixador disse que a União Europeia poderia conversar com outros países, como o Brasil ou a Austrália, de modo a encontrar uma resposta conjunta para o aumento das taxas.

O novo imposto dos EUA será de 25% para as importações de aço e de 10% para as de alumínio. O imposto aplica-se a todos os países que vendem para os EUA, com exceção, do Canadá e do México.

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