Cruzeiro Seixas homenageado pelo Centro Português de Serigrafia

O artista plástico Cruzeiro Seixas, de 96 anos, vai ser homenageado na próxima semana pelo Centro Português de Serigrafia, em Lisboa, com uma exposição e a edição de um livro com a obra gráfica, foi hoje anunciado.
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De acordo com o Centro Português de Serigrafia (CPS), a homenagem acontecerá na terça-feira, dia 06, com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O livro reúne reproduções de cerca de 300 obras que ajudam a compreender "o universo de Cruzeiro Seixas, e simultaneamente da galáxia surrealista, da qual, no plano nacional e internacional, ele é um dos mais altos representantes", refere o CPS.

No mesmo dia, é inaugurada uma exposição com gravuras, serigrafias e colagens representativas do universo plástico e poético de Cruzeiro Seixas.

A apresentação do livro ficará a cargo de Maria João Fernandes, da Associação Internacional de Críticos de Arte, e de Tomás Paredes, da Associação Espanhola de Críticos de Arte.

Nascido em Lisboa em 1920, Artur do Cruzeiro Seixas é considerado um do mais importantes nomes do surrealismo português.

Em 1948 participou na criação do segundo grupo surrealista português, juntamente com António Maria Lisboa, Cesariny, Mário-Henrique Leiria e Pedro Oom, entre outros.

Em 1952 fixou-se em Angola e realizou ali exposições, regressando a Portugal quando a guerra eclodiu, e viajou por vários países da Europa, onde reforçou relações com destacados membros do Movimento Surrealista Internacional.

Cruzeiro Seixas também é poeta, com diversa obra publicada, foi programador artístico, sendo responsável pela "descoberta" de artistas como Paula Rego e Mário Botas e pelas primeiras exposições em Portugal de artistas internacionais como Poliakoff, Michaux e o grupo Cobra.

Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e realizou dezenas de exposições em cidades de todo o país, em Paris, Bruxelas, Londres, Chicago, Amesterdão, Montreal, e ainda em Espanha, Brasil, Alemanha, República Checa e México.

Está representado em coleções privadas e públicas, como a Fundação Calouste Gulbenkian e o Museu Nacional de Arte Contemporânea -- Museu do Chiado.

Em 2009 foi condecorado pelo Presidente da República com o título de Grande-Oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada.

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