Consultora de gestão Arquiconsult quer duplicar faturação em cinco anos

A consultora de gestão Arquiconsult quer duplicar em cinco anos o atual volume de negócios de dez milhões de euros e aumentar de 35% para 50% o peso da faturação no exterior, disse à Lusa o diretor no Porto.

"Extrapolando para os próximos cinco anos o ritmo de crescimento [a dois dígitos] da faturação que temos tido, podemos estar, numa visão pessimista, com um volume de negócios de 15 milhões de euros e, numa visão otimista, próximo dos 20 milhões de euros", afirmou Paulo Mota em entrevista à agência Lusa.

Segundo o responsável da empresa de consultoria de gestão - sedeada em Matosinhos (Porto) e com escritórios em Lisboa, Barcelona (Espanha) e Luanda (Angola) - o mercado português irá continuar "a liderar" em termos de volume de negócios, mas a faturação externa deverá ter "cada vez mais um relevo superior, podendo chegar aos 50%" do negócio total.

"Quanto maior for a base instalada dos nossos clientes internacionais, maior será o nosso ritmo de crescimento, porque devido à sua dimensão e dispersão geográfica as empresas internacionais são potencialmente mais geradoras de valor e de novo negócio", explicou o responsável.

Neste sentido, além de Portugal -- que atualmente responde por 6,5 milhões dos dez milhões de euros de faturação da Arquiconsult e onde a empresa pretende recrutar "pelo menos" 50 novos colaboradores este ano - as "principais apostas de crescimento" da empresa são "o mercado nórdico e, muito possivelmente, os EUA".

Espanha é outro país onde a consultora vê um grande potencial de expansão, até porque "só os mercados de Barcelona e de Madrid representam, sozinhos, cerca de cinco vezes a dimensão do mercado nacional".

"Espanha tem muito para crescer. É um mercado que vamos começar a desenvolver com mais força e que tem capacidade para rapidamente atingir, nos próximos anos, uma dimensão idêntica à que temos em Portugal, ou seja, 6,5 a sete milhões de euros", antecipou Paulo Mota.

De acordo com o empresário, em termos de execução de projetos a empresa está hoje já presente "em praticamente todas as geografias do mundo, desde toda a Europa a África (Angola, Cabo Verde, Moçambique, mas também Nigéria), Arábia Saudita, Dubai, Extremo Oriente, Japão, EUA e Canadá".

"Portugal e a Arquiconsult em particular têm uma oportunidade muito grande na prestação de serviços no mundo desenvolvido, porque temos a qualidade em termos da execução dos projetos, sabemos fazer, e a preços bastante mais competitivos do que os preços locais. Por isso, temos conseguido atuar no mercado internacional, com empresas multinacionais, desenvolvendo projetos nas várias geografias onde elas se encontram", disse.

A celebrar este ano 15 anos de atividade, a consultora portuguesa é especialista na implementação de sistemas de gestão, colaboração e 'business intelligence' baseados em 'software': "Percebemos as necessidades de cada empresa, propomos soluções em termos da forma como se deve organizar e, com base nisso, montamos um 'software' para suportar a sua gestão, permitindo-lhe assim conhecer e rentabilizar melhor os seus ativos e ser mais competitiva", explicou o diretor.

Segundo Paulo Mota, o processo de internacionalização da Arquiconsult remonta ao início da crise económica, em 2008, que foi "identificada como uma ameaça porque quando têm menos dinheiro, as empresas investem menos em serviços".

"Com base nisso vimos a oportunidade de prestarmos serviços no estrangeiro e começámos a fazer um trabalho de aproximação aos principais parceiros que trabalham connosco, que começaram a contratar os consultores da Arquiconsult para desenvolver os seus projetos na Finlândia, Islândia, França, Bélgica e várias outras geografias da Europa e, a partir daí, começámos a atuar a nível internacional", recordou.

Atualmente, a empresa possui uma equipa de cerca de 150 colaboradores, dos quais 80 em Lisboa, 45 no Porto, mais de uma dezena em Barcelona e oito em Angola e apresenta-se, em termos volume de negócio, como "o maior parceiro de 'business solutions' em Portugal, com mais de 400 implementações no país e noutros pontos do globo".

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