Confederações: Dimas, Simão Sabrosa e Boa Morte acreditam em vitória de Portugal

Os antigos internacionais pela seleção portuguesa Dimas, Simão Sabrosa e Luís Boa Morte, disseram hoje que acreditam que Portugal tem boas hipóteses de conquistar a Taça das Confederações de futebol, na Rússia.

"A nossa seleção, sendo campeã europeia, tem todas as condições para fazer uma excelente campanha. Estão lá os melhores e a equipa está superconfiante, seria acabar uma época em beleza. Somos bons candidatos a ganhar a Taça das Confederações", resumiu à Lusa Dimas, agora com 48 anos, que cumpriu 44 jogos pela seleção, que representou nos Europeus de 1996 e 2000.

O jogador falava à margem de um jogo solidário entre a Fundação Luís Figo e a Fundação Dimitar Berbatov, que hoje decorreu no Estádio Nacional Vasil Levski, em Sófia, um momento em que os jogadores "aproveitam para matar saudades" num convívio "com fins solidários", recordando que esteve presente nos encontros da instituição do antigo n.º7 português "desde o primeiro".

O antigo lateral afirmou que Fernando Santos trouxe para Portugal "toda aquela confiança que faltava, mesmo ao adepto, com o culminar de sucesso no Europeu [em França]", elogiando ainda Cristiano Ronaldo e os jovens valores.

"O Cristiano está cada vez melhor, mas temos de louvar os jovens que estão a aparecer com qualidade e que serão o nosso futuro", apontou Dimas, que destacou ainda as hipóteses dos sub-21 no Europeu da categoria, o que se deve, em parte, "ao trabalho excelente de Emílio Peixe e Rui Jorge" e da "estrutura da formação" das 'quinas', que prepara a seleção "para os próximos dez anos" num grupo que chega "fortíssimo" à competição da Polónia.

Com 37 anos, Simão é um 'estreante' nos jogos solidários da Fundação de Luís Figo, e garantiu à Lusa que tem "as mais elevadas expetativas" em relação à participação nas Confederações, não só pelo estatuto de campeões da Europa "mas pelo que a seleção representa e sempre representou, com presenças nas grandes competições".

Para esta competição "importante", Simão elogiou o "melhor do mundo" Cristiano Ronaldo, o "jogador referência", bem como os "jovens com qualidade" que podem "entrar e jogar como se fossem os 90 minutos", além do selecionador, que o orientou no Benfica.

"O Fernando Santos continua a ser um pai para mim, conseguiu na seleção tirar o melhor de cada um", acrescentou o antigo internacional, que cumpriu 85 jogos e fez 22 golos pela 'turma' lusa, participando nos Mundiais de 2006 e 2010 e nos Europeus de 2004 e 2008.

Já Luís Boa Morte, colega de Simão no Mundial da Alemanha, onde Portugal 'caiu' nas meias-finais, considera que a Taça das Confederações é "uma competição diferente, por ser mais curta", mas que Portugal tem hipóteses de trazer para casa o 'caneco'.

"Acima de tudo, Portugal tem de se concentrar no que precisa de fazer para vencer a competição", explicou à Lusa o antigo extremo, agora com 39 anos, que cumpriu 28 internacionalizações e marcou um golo, à margem da partida solidária na capital búlgara.

A Taça das Confederações, prova que serve de teste para o próximo Campeonato do Mundo, começa no sábado e termina a 02 de julho.

A formação lusa, que está incluída no Grupo A, vai estrear-se no domingo, frente ao México, em Kazan, defronta na segunda jornada a anfitriã Rússia, a 21 de junho, em Moscovo, e fecha o agrupamento a 24 perante a Nova Zelândia, em São Petersburgo.

No Grupo B vão estar Alemanha, Chile, Camarões e Austrália.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.