Concurso para obras na Linha do Oeste deverá ser lançado no final de 2017 - IP

O concurso para obras de eletrificação e duplicação da linha ferroviária do Oeste, orçadas em 107 milhões de euros, deverá ser lançado entre outubro e dezembro deste ano, anunciou hoje à Lusa a Infraestruturas de Portugal (IP).

O concurso público esteve para ser lançado até janeiro de 2017, o que não aconteceu já que só em outubro de 2016 foi adjudicada a elaboração do projeto, que se encontra na fase de estudo prévio, justificou a IP à agência Lusa.

A empresa apontou para o "quarto trimestre de 2017" o lançamento do concurso para a empreitada para a Linha do Oeste (Sintra/Figueira da Foz).

Questionada pela Lusa sobre o assunto, a IP esclareceu que "não houve alterações ao projeto inicial", mas está prevista uma solução que engloba a duplicação da linha em dois troços, um entre Meleças e Pedra Furada (Sintra) e outro na zona da Malveira (Mafra).

O projeto, orçado em 107 milhões de euros, contempla ainda a eletrificação de todo o troço entre Meleças e Caldas da Rainha e a implementação de sistemas de sinalização eletrónica e telecomunicações ferroviárias.

A assembleia da Comunidade Intermunicipal do Oeste aprovou por unanimidade uma moção a pedir ao Governo, CP e Infraestruturas de Portugal a "renovação urgente" da Linha do Oeste.

O investimento "é urgente" face não só ao "atraso na concretização" do projeto de eletrificação e automação da linha entre Meleças e Caldas da Rainha, previsto no Plano de Investimentos para a Ferrovia 2020, como também à "insuficiência" do investimento, "deixando de fora o troço a montante e prejudicando o processo de modernização e requalificação de toda a linha", refere a moção, a que a agência Lusa teve acesso.

Lembraram também que existem "supressões de comboios frequentes", que por vezes são substituídos por autocarros, "falta de informação aos passageiros" sobre os horários dos comboios e falta de pessoal nas estações, motivo pelo qual algumas estão "encerradas em parte do dia e sem o mínimo de comodidade".

Os problemas foram agravados este ano com a deslocalização das composições '592', que serviam os comboios inter-regionais entre Caldas da Rainha e Coimbra, para a Linha do Douro.

Aos pontos da contestação, a Assembleia Intermunicipal do Oeste juntou ainda a "ausência de medidas governamentais e da CP para resolver de forma urgente a falta de material circulante a diesel".

Face aos problemas apontados, os deputados intermunicipais alertaram que o serviço perde passageiros e exigiram "medidas adequadas à urgente regularização do funcionamento da Linha do Oeste".

De acordo com o Plano de Investimentos para a Ferrovia até 2020, o investimento de 107 milhões de euros é comparticipado em 74 milhões de euros por fundos comunitários.

A Comunidade Intermunicipal do Oeste integra as câmaras de Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Óbidos, Nazaré, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.

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