Concurso distingue alimentos ecológicos criados por alunos do ensino superior

Bolachas de bolota e 'snacks' concebidos com um subproduto da cerveja são dois dos projetos finalistas da Ecotrophelia Portugal, competição que distingue produtos alimentares ecológicos criados por alunos do ensino superior e que decorre sexta-feira, na Alfândega do Porto.

O concurso Ecotrophelia Portugal, que avalia e distingue projetos de alunos de licenciatura e mestrado e que vai na segunda edição, "destaca-se por promover o desenvolvimento de produtos alimentares inovadores, com uma preocupação ecológica", disse à Lusa a diretora executiva do prémio, Deolinda Silva.

Esta competição, promovida pela PortugalFoods e pela Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA), assume-se como uma "incubadora de ideias, geradas e alicerçadas no conhecimento", que pretendem "dar resposta às questões de sustentabilidade e desafios de mercado do setor agroalimentar", indicou.

Segundo Deolinda Silva, toda a criação dos produtos é realizada pelos alunos, desde a ideia até à conceção, passando pela produção, pela análise de viabilidade industrial e pelo desenvolvimento da embalagem, "sempre tendo em conta a componente ecológica".

Dentro dos 10 projetos finalistas, de 12 instituições de ensino superior do país, encontra-se uma bebida láctea de origem natural 100% portuguesa, fermentada à base de sorelho de ovelha, uma feijoada vegetariana, pronta a comer, e uma bolacha de feijão, uma alternativa às bolachas tradicionais.

Podem ainda ser encontrados bolachas de bolota com geleia de amores-perfeitos, isentas de glúten, um patê de leguminosas - ervilha, tremoço e feijão - 100% natural, e um produto semelhante a uma mousse, concebida com recurso a kefir (bebida fermentada).

Um 'snack' salgado composto por dreche (subproduto da produção da cerveja) e especiarias, uma mousse de cenoura e alfarroba, sem glúten e sem lactose, tostas feitas à base de vegetais, e "pickles" elaborados a partir de cardo (planta autóctone), são outros dos projetos finalistas.

Na sexta-feira, as serão avaliadas por um júri nacional, constituído por representantes do meio agroalimentar.

A equipa vencedora - Ecotrophelia Ouro - receberá um prémio de dois mil euros, a que acrescem 1.500 euros de serviços de SenseProfilling pela empresa SenseTest e 1.500 euros em serviços pela empresa Market Access, a par de um curso intensivo de inglês pelo British Council.

Além disso, o projeto distinguido representará Portugal na competição europeia do mesmo prémio, na feira de inovação e negócio agroalimentar SIAL Paris (França).

As equipas que conquistarem o segundo e o terceiro lugares - Ecotrophelia Prata e Bronze - receberão prémios de mil e de 500 euros, respetivamente.

Às três equipas será ainda atribuído um serviço de diagnóstico e consultoria de propriedade industrial aos projetos - IP Strategy Voucher -, pela empresa Patentree.

A Agência Nacional de Inovação (ANI), um dos parceiros desta competição, atribuirá a um dos finalistas o prémio BfK AWARDS. Este prémio é uma das iniciativas do Born From Knowledge (BfK), um programa de valorização do conhecimento científico e tecnológico promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O vencedor do BfK AWARDS receberá uma peça de arte e beneficiará de um processo de acompanhamento do projeto, ao longo de 12 meses, pela ANI.

O Ecotrophelia Portugal conta com o apoio institucional da Associação Portuguesa De Certificação (APCER), da ANI, do British Council e da Câmara Municipal do Porto, tendo como parceiras as empresas Cerealis, Grupo Primor, Novarroz, Patentree, Saborosa, Sense Test, Tété, Vieira, All The Way Travel, CBS, Market Access e SPI.

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