Concluída reabilitação de infraestruturas ferroviárias em Vila Franca das Naves

A Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou hoje que concluiu a intervenção de reabilitação da infraestrutura ferroviária da Estação de Vila Franca das Naves, Trancoso, na Linha da Beira Alta, na sequência de um descarrilamento ocorrido em janeiro.

Segundo a empresa, a empreitada representou um investimento global de cerca de 510 mil euros, sendo que 140 mil foram relativos a materiais.

"Dada a complexidade da empreitada e a quantidade de materiais a substituir, foi necessário desenvolver uma intervenção profunda", lê-se numa nota hoje enviada à agência Lusa.

As obras contemplaram fornecimento, transporte e descarga de balastro por meio ferroviário, substituição integral de carril, travessas e fixações, substituição de aparelho de mudança de via, ataque mecânico pesado de enchimento e definitivo, levantamento e reposição de estrados de borracha, reposição de caminhos de cabos em toda a extensão e a substituição de postes de catenária.

A IP esclarece que a intervenção decorreu da necessidade de reabilitar a infraestrutura danificada na sequência do descarrilamento de um comboio de mercadorias, registado no dia 06 de janeiro, que provocou danos avultados em cerca de 600 metros de via-férrea.

"Após o descarrilamento, as equipas de manutenção da IP deslocaram-se ao local e iniciaram uma intervenção mitigadora no sentido de restabelecer rapidamente, através da linha 2, a circulação ferroviária no local, o que veio a acontecer logo na manhã do dia seguinte, permanecendo a linha 1 interdita", é também referido no comunicado.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.