Comissário Moedas visita Cabo Verde onde assinará acordo sobre investigação marinha

O comissário da União Europeia para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, inicia quarta-feira uma visita de três dias a Cabo Verde, onde assinará com o governo cabo-verdiano um documento que reconhece e estimula a investigação marinha e oceânica.

A vista de Carlos Moedas a Cabo Verde, a convite do primeiro-ministro deste país, vai decorrer nas ilhas de Santiago e São Vicente.

Na quarta-feira, o comissário participará na abertura oficial do Seminário sobre o Horizonte 2020, na sede da delegação da União Europeia, na cidade da Praia, ilha de Santiago.

Trata-se de um encontro que "visa capacitar investigadores cabo-verdianos para a participação em projetos europeus ligados à investigação", segundo informação da delegação da União Europeia em Cabo Verde.

No mesmo dia, Carlos Moedas terá um encontro com o chefe de Governo, seguido de várias visitas a outros órgãos de soberania, instituições científicas e empresas tecnológicas.

Na quinta-feira, já no Mindelo, ilha de São Vicente, o comissário português vai participar na abertura da conferência ministerial de alto nível "O nosso oceano atlântico para o crescimento e bem-estar".

À margem deste evento, prossegue o comunicado, será assinado com o vice-primeiro-ministro de Cabo Verde um Documento Quadro para a Cooperação e Investigação Marinha.

O documento "reconhece e estimula a investigação marinha e oceânica no contexto da cooperação com o Atlântico Sul".

No mesmo dia, e juntamente com o primeiro-ministro de Cabo Verde, Carlos Moedas irá participar na CV Next Initiative, na Praia de Laginha.

A visita do comissário coincide com a organização da Ocean Week que terá lugar em Mindelo de quarta a sexta-feira e que contará com eventos internacionais centrados no desenvolvimento da economia azul.

O comissário Carlos Moedas participará na Ocean Week de Cabo Verde na sexta-feira.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Viriato Soromenho Marques

Quem ameaça a União Europeia?

Em 2017, os gastos com a defesa nos países da União Europeia tiveram um aumento superior a 3% relativamente ao ano anterior. Mesmo em 2016, os gastos militares da UE totalizaram 200 mil milhões de euros (1,3% do PIB, ou o dobro do investimento em proteção ambiental). Em termos comparativos, e deixando de lado os EUA - que são de um outro planeta em matéria de defesa (o gasto dos EUA é superior à soma da despesa dos sete países que se lhe seguem) -, a despesa da UE em 2016 foi superior à da China (189 mil milhões de euros) e mais de três vezes a despesa da Rússia (60 mil milhões, valor, aliás, que em 2017 caiu 20%). O que significa então todo este alarido com a necessidade de aumentar o esforço na defesa europeia?