Combate ao desperdício alimentar junta várias entidades de Leiria

Câmara e Politécnico de Leiria, Base Aérea de Monte Real, Regimento de Artilharia n.º 4 e dez restaurantes vão integrar um projeto de combate ao desperdício alimentar que estará no terreno até março de 2019, foi hoje anunciado.

"A iniciativa consiste na conceção de um guia para a redução do desperdício alimentar, destinado aos setores residencial, 'catering', restauração e bares, cantinas e refeitórios escolares e das Forças Armadas", começou por explicar à agência Lusa a vereadora da Câmara de Leiria Ana Esperança, à margem de uma sessão do projeto 'UrbanWins'.

Segundo Ana Esperança, que tem, entre outros, o pelouro do Ambiente, "numa primeira fase, e para testar a capacidade do guia em reduzir a quantidade de desperdício alimentar, serão selecionados" 15 parceiros-piloto.

Estes são três cantinas do Instituto Politécnico de Leiria, as cantinas da Base Aérea n.º 5, em Monte Real, e do Regimento de Artilharia n.º 4, na Cruz da Areia, e dez estabelecimentos de restauração e bar associados da Associação Comercial, Industrial e de Serviços da Região de Leiria (ACILIS).

"Em função dos resultados obtidos, pretende-se que as medidas do guia sejam divulgadas e implementadas pela população/cidadão comum", declarou Ana Esperança.

A autarca esclareceu que a partir de setembro "será iniciado o processo de implementação das medidas propostas" no guia, sendo que "os projetos-piloto deverão estar concluídos até março de 2019".

Esta ação vai permitir "melhorar a gestão dos alimentos e evitar o desperdício, ajudar quem mais precisa, reduzir os custos com a gestão dos resíduos e alimentação", apontou a vereadora, realçando os "benefícios ambientais, económicos e sociais".

O guia ficará disponível nos 'sites' do 'UrbanWins' e do Município de Leiria.

"Espero que se consiga sensibilizar a população no geral e as várias entidades para um dos principais problemas a nível económico, ambiental e social dos dias de hoje, o desperdício alimentar", afirmou a vereadora, considerando que todos podem contribuir se estiverem "conscientes do problema e na posse de informação" sobre o que se pode fazer para o minimizar.

Ana Esperança considera que "há atitudes e comportamentos" que se podem adotar em casa e no dia-a-dia que "se refletirão em ganhos, quer económicos quer ambientais".

"Considero que este projeto, pelo facto de contemplar uma forte participação de todos os agentes da comunidade, leva os participantes a sentirem-se parte da solução, o que facilitará a mudança de comportamentos", acrescentou.

'UrbanWins' é um projeto europeu que visa "desenvolver e testar soluções inovadoras para melhorar a prevenção e gestão de resíduos". Leiria é o único município português que aderiu.

É financiado pelo programa Horizonte 2020 e está a ser implementado desde junho de 2016 por mais sete municípios e 19 instituições de investigação.

A vereadora acrescentou que no âmbito do 'UrbanWins' foram selecionadas mais duas ações, a criação de um regulamento para os eventos sustentáveis, de forma a reduzir o impacto ambiental das atividades apoiadas pela autarquia de Leiria, e formação para o setor do comércio a retalho e restauração, para "dotar os comerciantes de formação/informação sobre boas práticas de triagem e deposição dos resíduos gerados no âmbito da sua atividade".

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.