Durante a assinatura do protocolo entre o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, em Lisboa, e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, que decorreu hoje na localidade do distrito de Vila Real, o autarca aproveitou a presença da ministra da Cultura, Graça Fonseca, para fazer o pedido. ."A cultura é vista como um elemento de coesão e promoção territorial, mas gostaríamos que fosse mais além da dimensão de educação e cultura e fizesse também a ligação com a ciência", explicou. .O autarca, que já lançou também o repto ao ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, pretende aliar a cultura e a educação à ciência, com um espaço de investigação em torno do território da água e da coleção do pintor Nadir Afonso, que dá o nome ao museu de arte contemporânea em Chaves.."Os territórios do interior precisam de ter mais capacidade para produzir e inovar no conhecimento, para conseguir atrair mais pessoas e não deixar fugir os jovens", vincou..A ministra da Cultura, que aceitou o desafio, lembrou que objetivo do Ministério passa por "trabalhar novos projetos". ."Temos de reconhecer que este museu é muito extraordinário no contexto nacional pela obra que aqui está e pela arquitetura, e é necessário fazer aqui parcerias com a cultura, mas também com a área da ciência e investigação", sublinhou..A governante realçou que o "primeiro sinal" é o protocolo para a cidade de Chaves receber uma exposição permanente de obras do Museu Nacional do Chiado, e duas temporárias entre 2019 e 2020. ."O nosso compromisso é esse de continuar a trabalhar a partir daqui", assegurou. .Segundo o Ministério da Cultura, o protocolo assinado hoje em Chaves vem reforçar uma política cultural sustentada e de proximidade, designadamente através do acesso aos cidadãos de obras de arte que não se encontram permanente ou habitualmente disponíveis. ."Visa ainda promover uma estratégia cultural assente na descentralização e na desconcentração territorial e administrativa, de modo a incentivar um mais amplo acesso à cultura e uma maior proximidade às populações", acrescentou. .O Governo referiu que o aumento da projeção das coleções, através de complementaridades expositivas, o estímulo à criação artística e respetiva articulação com a valorização do território e o reforço da programação, do conhecimento e da investigação, no âmbito da criação artística contemporânea, são os pilares essenciais da sua estratégia para as coleções nacionais.