Chaves quer criar "espaço de produção de conhecimento" no Museu Nadir Afonso

Chaves, Vila Real, 29 jun 2019 (Lusa) -- O presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, lançou hoje um repto ao Governo para criar no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso um "espaço de produção de conhecimento" que ligue a cultura e educação com a ciência.
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Durante a assinatura do protocolo entre o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, em Lisboa, e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, que decorreu hoje na localidade do distrito de Vila Real, o autarca aproveitou a presença da ministra da Cultura, Graça Fonseca, para fazer o pedido.

"A cultura é vista como um elemento de coesão e promoção territorial, mas gostaríamos que fosse mais além da dimensão de educação e cultura e fizesse também a ligação com a ciência", explicou.

O autarca, que já lançou também o repto ao ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, pretende aliar a cultura e a educação à ciência, com um espaço de investigação em torno do território da água e da coleção do pintor Nadir Afonso, que dá o nome ao museu de arte contemporânea em Chaves.

"Os territórios do interior precisam de ter mais capacidade para produzir e inovar no conhecimento, para conseguir atrair mais pessoas e não deixar fugir os jovens", vincou.

A ministra da Cultura, que aceitou o desafio, lembrou que objetivo do Ministério passa por "trabalhar novos projetos".

"Temos de reconhecer que este museu é muito extraordinário no contexto nacional pela obra que aqui está e pela arquitetura, e é necessário fazer aqui parcerias com a cultura, mas também com a área da ciência e investigação", sublinhou.

A governante realçou que o "primeiro sinal" é o protocolo para a cidade de Chaves receber uma exposição permanente de obras do Museu Nacional do Chiado, e duas temporárias entre 2019 e 2020.

"O nosso compromisso é esse de continuar a trabalhar a partir daqui", assegurou.

Segundo o Ministério da Cultura, o protocolo assinado hoje em Chaves vem reforçar uma política cultural sustentada e de proximidade, designadamente através do acesso aos cidadãos de obras de arte que não se encontram permanente ou habitualmente disponíveis.

"Visa ainda promover uma estratégia cultural assente na descentralização e na desconcentração territorial e administrativa, de modo a incentivar um mais amplo acesso à cultura e uma maior proximidade às populações", acrescentou.

O Governo referiu que o aumento da projeção das coleções, através de complementaridades expositivas, o estímulo à criação artística e respetiva articulação com a valorização do território e o reforço da programação, do conhecimento e da investigação, no âmbito da criação artística contemporânea, são os pilares essenciais da sua estratégia para as coleções nacionais.

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