Cerca de 30 sindicalistas da função pública fazem vigília em Lisboa

Cerca de 30 dirigentes sindicais da Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) e da Federação Nacional de Educação (FNE) fizeram hoje uma vigília junto à residência oficial do primeiro-ministro, em S. Bento, Lisboa, a exigir aumentos salariais.

Os sindicalistas concentraram-se cerca das 17:30, junto à residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, onde entregaram uma carta com as suas principais reivindicações, entre elas aumentos salariais e o direito à progressão na carreira para todos os funcionários públicos.

O secretário-geral da FESAP, José Abraão, disse à agência Lusa que as estruturas sindicais exigem que "as injustiças resultantes do aumento do salário mínimo" no Estado para os 635,07 euros "sejam corrigidas", referindo-se à "perda de pontos" da avaliação de desempenho para efeitos das progressões na carreira.

"É preciso um olhar diferente sobre a administração pública. Ficamos com a sensação de que temos sido os mal amados até agora", afirmou José Abraão, que acredita ser possível que o diploma volte ao parlamento, na sequência da petição pública lançada hoje pela FESAP nesse sentido.

Além disso, lembrou o sindicalista, a FESAP entregou já uma queixa na Provedoria de Justiça a pedir que o diploma dos 635,07 euros seja avaliado pelo Tribunal Constitucional.

Por sua vez, o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, disse estar preocupado com a situação da generalidade dos trabalhadores da administração pública, destacando que os não docentes "têm sido maltratados" pelo Governo quer em termos salariais quer em insuficiências nas escolas.

A FESAP e a FNE, da UGT, foram duas das estruturas sindicais - além da Frente Comum, da CGTP - que convocaram a greve de 15 de fevereiro na função pública.

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