Câmara do Porto aprova reforço até 35 mil euros a restaurante para sem-abrigo

A Câmara do Porto aprovou hoje reforçar até 35 mil euros o apoio ao restaurante solidário da Batalha, que serve refeições a sem-abrigo e em oito meses disponibilizou 47.360, devido ao "aumento da procura do serviço".

A proposta, aprovada por unanimidade na reunião camarária, diz respeito ao "reforço ao apoio" com "o valor correspondente aos custos com a aquisição dos bens alimentares até ao montante máximo de 35 mil euros", por causa de uma "diminuição da quantidade de bens alimentares doados" e de um "aumento da procura deste serviço de refeições, tendo sido servidas 47.360 refeições de novembro de 2017 a julho de 2018".

De acordo com informações dadas na reunião camarária pelo vereador da Habitação, Fernando Paulo, "o número de refeições tem vindo a aumentar e situa-se nas 200 por dia".

Em 2017, a autarquia já tinha aprovado aumentar em 10 mil euros o montante máximo do apoio ao restaurante para sem-abrigo da zona da Batalha, elevando de 50 mil para 60 mil euros o apoio camarário no âmbito do protocolo assinado em 2016 com a Associação CASA - Centro de Apoio aos Sem-abrigo, a entidade que "assegura a gestão diária do restaurante, incluindo toda a logística" e "articulação com todos os parceiros".

"O aumento do número de refeições servidas, a diminuição da obtenção de bens alimentares doados e o reforço da qualidade das refeições, obriga a um acréscimo na aquisição dos bens alimentares necessários à confeção das refeições", justifica a proposta.

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

"Corta!", dizem os Diáconos Remédios da vida

É muito irónico Plácido Domingo já não cantar a 6 de setembro na Ópera de São Francisco. Nove mulheres, todas adultas, todas livres, acusaram-no agora de assédios antigos, quando já elas eram todas maiores e livres. Não houve nenhuma acusação, nem judicial nem policial, só uma afirmação em tom de denúncia. O tenor lançou-lhes o seu maior charme, a voz, acrescida de ter acontecido quando ele era mais magro e ter menos cãs na barba - só isso, e que já é muito (e digo de longe, ouvido e visto da plateia) -, lançou, foi aceite por umas senhoras, recusado por outras, mas agora com todas a revelar ter havido em cada caso uma pressão por parte dele. O âmago do assunto é no fundo uma das constantes, a maior delas, daquilo que as óperas falam: o amor (em todas as suas vertentes).

Premium

Crónica de Televisão

Os índices dos níveis da cadência da normalidade

À medida que o primeiro dia da crise energética se aproximava, várias dúvidas assaltavam o espírito de todos os portugueses. Os canais de notícias continuariam a ter meios para fazer directos em estações de serviço semidesertas? Os circuitos de distribuição de vox pop seriam afectados? A língua portuguesa resistiria ao ataque concertado de dezenas de repórteres exaustos - a misturar metáforas, mutilar lugares-comuns ou a começar cada frase com a palavra "efectivamente"?