Câmara de Proença-a-Nova defende criação de rede europeia de territórios resineiros

Proença-a-Nova, Castelo Branco, 30 mai 2019 (Lusa) - O presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Lobo, defendeu hoje a criação de uma rede europeia de territórios resineiros, como forma de criar uma estratégia comum e colocar o setor na Política Agricola Comum.

"Esta rede europeia tem como missão implementar uma estratégia comum para a resinagem, valorizando um produto natural que irá promover o território a partir de conceitos como a bioeconomia ou a economia circular, acrescentando valor à nossa resina e introduzindo importantes melhorias que vão desde um sistema de rastreabilidade à garantia de origem certificada", afirmou o presidente deste município do distrito de Castelo Branco, João Lobo.

O autarca falava hoje no Centro de Ciência Viva da Floresta (CCVF) de Proença-a-Nova, onde estão a decorrer as jornadas internacionais "O Aproveitamento Resineiro: Florestas com Futuro", organizadas no âmbito do projeto comunitário SustForest Plus, cofinanciado pelo programa Interreg Sudoe, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Estas jornadas têm como objetivo principal iniciar o processo de criação da Rede Europeia de Territórios Resineiros (RETR), uma associação sectorial e transnacional que vai promover a estratégia para a Resina Natural Europeia (ERNE), para impulsionar políticas, programas e ações que apoiem a melhoria, conservação e valorização deste recurso.

O autarca realçou que um dos objetivos específicos da criação desta rede europeia passa por colocar o setor da resinagem na Política Agrícola Comum (PAC), "para que o trabalho desenvolvido no âmbito deste projeto possa ter ainda mais eficácia".

"Desta forma, estamos também a impulsionar que os nossos pinhais voltem a criar emprego e a fixar a população, ganhando dinâmicas que potenciem igualmente a proteção da floresta contra incêndios: o resineiro pode, sem dúvida, ter esta dupla função", sustentou.

Sublinhou ainda que o trabalho está a ser desenvolvido com todo o setor, envolvendo os resineiros, os industriais, as instituições que trabalham e tutelam estes temas e também os municípios.

"Estes [municípios] têm, cada vez mais, uma palavra a dizer nas políticas que envolvem a gestão do território. Voltar a ter resinagem será, sem dúvida, um importante motor de desenvolvimento sustentável e gerador de biodiversidade", afirmou.

João Lobo entende que naquele que é o desafio de (re)começar uma atividade que apresenta resultados económicos e que pretende que a fileira do pinheiro bravo ganhe notoriedade e apoio para uma espécie que tem uma implantação vasta, "a própria atividade de resinagem entra na prevenção dos incêndios florestais, sendo que o resineiro foi e poderá tornar a ser o seu guardião".

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.