"Esta rede europeia tem como missão implementar uma estratégia comum para a resinagem, valorizando um produto natural que irá promover o território a partir de conceitos como a bioeconomia ou a economia circular, acrescentando valor à nossa resina e introduzindo importantes melhorias que vão desde um sistema de rastreabilidade à garantia de origem certificada", afirmou o presidente deste município do distrito de Castelo Branco, João Lobo..O autarca falava hoje no Centro de Ciência Viva da Floresta (CCVF) de Proença-a-Nova, onde estão a decorrer as jornadas internacionais "O Aproveitamento Resineiro: Florestas com Futuro", organizadas no âmbito do projeto comunitário SustForest Plus, cofinanciado pelo programa Interreg Sudoe, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER)..Estas jornadas têm como objetivo principal iniciar o processo de criação da Rede Europeia de Territórios Resineiros (RETR), uma associação sectorial e transnacional que vai promover a estratégia para a Resina Natural Europeia (ERNE), para impulsionar políticas, programas e ações que apoiem a melhoria, conservação e valorização deste recurso..O autarca realçou que um dos objetivos específicos da criação desta rede europeia passa por colocar o setor da resinagem na Política Agrícola Comum (PAC), "para que o trabalho desenvolvido no âmbito deste projeto possa ter ainda mais eficácia".."Desta forma, estamos também a impulsionar que os nossos pinhais voltem a criar emprego e a fixar a população, ganhando dinâmicas que potenciem igualmente a proteção da floresta contra incêndios: o resineiro pode, sem dúvida, ter esta dupla função", sustentou..Sublinhou ainda que o trabalho está a ser desenvolvido com todo o setor, envolvendo os resineiros, os industriais, as instituições que trabalham e tutelam estes temas e também os municípios.."Estes [municípios] têm, cada vez mais, uma palavra a dizer nas políticas que envolvem a gestão do território. Voltar a ter resinagem será, sem dúvida, um importante motor de desenvolvimento sustentável e gerador de biodiversidade", afirmou..João Lobo entende que naquele que é o desafio de (re)começar uma atividade que apresenta resultados económicos e que pretende que a fileira do pinheiro bravo ganhe notoriedade e apoio para uma espécie que tem uma implantação vasta, "a própria atividade de resinagem entra na prevenção dos incêndios florestais, sendo que o resineiro foi e poderá tornar a ser o seu guardião".