Câmara de Aveiro prepara campanha de bem-estar animal

A Câmara de Aveiro vai lançar até ao final do mês uma campanha de sensibilização do bem-estar animal, que inclui o "cheque-veterinário", a criação de parques caninos, uma linha dedicada e viatura de recolha, informou hoje a autarquia.

A imagem da campanha "Animais de Companhia", que será lançada publicamente até ao final de junho, foi desenvolvida pelos serviços da autarquia e vai ser desenvolvida em cinco eixos: "não ao abandono", "adote um animal", "vacinação, legalização e identificação eletrónica", "esterilização de animais abandonados" e "não fique indiferente".

A criação de uma linha de atendimento telefónico dedicada ao tema, bem como um veículo automóvel específico para a recolha de animais abandonados, são algumas das medidas previstas.

Outra é a atribuição de "cheques veterinários" para os animais errantes capturados e para animais de famílias carenciadas identificadas pelo Município, na sequência de um acordo firmado com a Ordem dos Veterinários para colocar em andamento o Programa Nacional de Apoio à Saúde Veterinária para Animais de Companhia em Risco.

Por outro lado, a autarquia anuncia que vai criar dois parques caninos, um deles junto à Avenida Sá Carneiro, a nascente do Centro de Congresso de Aveiro e junto à Linha do Norte, com mais de 1100 metros quadrados, e o outro com cerca de metade da área, junto ao Canal de São Roque.

Quanto ao canil intermunicipal, foi já apresentado o estudo prévio do polo de Aveiro, que ficará localizado junto aos Serviços Urbanos, durante uma reunião com associações, grupos de cidadãos e técnicos especialistas, "que se têm assumido como parceiros e com quem a Câmara tem vindo a trabalhar".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?