A autarquia transmontana foi a primeira na região a assumir o custo deste serviço, em 2013, depois de o Estado ter deixado de comparticipar o transporte, impedindo o acesso de doentes a consultas e tratamentos por falta de recursos financeiros para as deslocações aos hospitais centrais..O município, liderado pela socialista Berta Nunes, divulgou hoje que vai continuar a suportar os custos das viagens, mas o transporte passa a ser feito pelos bombeiros..Para o efeito, as duas partes assinaram um protocolo de cooperação para as deslocações semanais de doentes ao IPO (Instituto Português de Oncologia) do Porto e também de Coimbra.."Esta alteração prende-se com o facto de os bombeiros possuírem melhores condições materiais e humanas para assegurar o transporte de doentes", esclarece o município, numa nota enviada às redações..A autarquia transmontana realça ainda que "desta forma garante a continuidade do apoio prestado aos doentes do concelho para a realização de consultas ou tratamentos oncológicos, mas em melhores condições e com a frequência necessária". .O município recorda que "em 2013 o Ministério da Saúde deixou de comparticipar o transporte de doentes, altura em que várias pessoas do concelho deixaram de às consultas ou aos tratamentos por falta de recursos financeiros"..Face a essa situação, a Câmara de Alfândega da Fé "decidiu apoiar o transporte dos utentes, garantindo o acesso aos cuidados de saúde de todos os doentes oncológicos do concelho"..Este apoio custa ao município "cerca de dois mil euros por mês" e que "é agora melhorado com o transporte a ser efetuado pelos bombeiros voluntários, numa viatura própria para transporte de doentes", segundo ainda a autarquia..A Câmara e os bombeiros de Alfândega da Fé celebraram ainda outro protocolo, através do qual o município vai comparticipar com 55 mil euros, correspondentes a 15% do total do custo, as obras de requalificação e ampliação do quartel. .A Associação Humanitária dos Voluntários já deu início aos trabalhos no valor de 371 mil euros financiados em 85% por fundos comunitários..A autarquia decidiu apoiar com o valor em falta (15%) "pela necessidade que existia em melhorar as condições do edifício"..De acordo com a descrição feita, o quartel foi projetado há já vários anos e "encontrava-se desajustado para fazer face a um crescente número de atributos operacionais", além de "as instalações não possuírem camaratas femininas e a cobertura já dava sinais de degradação"..As obras incluem a melhoria das acessibilidades e o serviço de atendimento ao público, assim como da eficiência energética do quartel, adotando sistemas de aproveitamento das energias renováveis para o funcionamento do edifício.