Bloco de Esquerda questiona Governo e Câmara de Loures sobre bairro da Torre

O Bloco de Esquerda questionou hoje o Governo sobre as condições precárias em que mais de duas centenas de pessoas continuam a viver no bairro da Torre, em Loures, onde no domingo um incêndio destruiu algumas habitações.

Um incêndio que deflagrou no domingo no bairro da Torre, na localidade de Camarate, concelho de Loures (distrito de Lisboa) deixou desalojados mais de uma dezena de moradores, que viviam em habitações abarracadas.

Na sequência deste incidente, o Bloco de Esquerda (BE) questionou esta tarde o Governo, através de questões colocadas ao ministério da Economia e ao ministério do Ambiente, e a Câmara Municipal de Loures sobre as medidas previstas por estas entidades para solucionar o problema habitacional de todos os moradores do bairro.

Nas quatro questões endereçadas ao ministério do Ambiente, os bloquistas questionam a tutela sobre as medidas que "têm sido tomadas para dar seguimento ao processo de realojamento urgente das famílias que ainda residem no bairro" e se existe "algum projeto de habitação pública que substitua as atuais habitações precárias existentes no bairro da Torre".

No entanto, os bloquistas ressalvam que "independentemente do futuro realojamento destas famílias, é no imediato que se tem de oferecer uma solução para que haja eletricidade e outros bens essenciais", nomeadamente água e saneamento.

Nesse sentido, questionam o ministério da Economia sobre as medidas que estão previstas para assegurar que os moradores possam ter acesso aos serviços de eletricidade, água e saneamento.

Além de questionar o Governo, os bloquistas questionam também a Câmara Municipal de Loures sobre a demora na instalação de balneários públicos, que estão previstos para o bairro, e sobre as dificuldades na remoção do entulho e do lixo que ali se encontra depositado.

Esta tarde, em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares, lamentou o incêndio e instou o Governo a intervir na procura de uma solução definitiva para todos os moradores, sublinhando que "a autarquia não tem capacidade para resolver o problema sozinha".

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