Autárquicas: Socialista João Ilídio Costa sucede a Dinis Costa na corrida a Vizela

O candidato do PS à Câmara de Vizela, João Ilídio Costa, hoje apresentado na sede concelhia, anunciou que a sua prioridade será "unir os vizelenses".

"Sou um candidato democrata, liberal e humanista, quero lançar pontes a todos os quadrantes políticos para o bem e para o progresso de Vizela", realçou.

João Ilídio Costa é uma figura conhecida do concelho, com um percurso ligado ao associativismo. Atualmente, é presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Vizela.

Numa sala repleta de militantes e simpatizantes socialistas, incluindo o atual presidente da Câmara, Dinis Costa, o candidato vincou que Vizela "precisa de uma saída sustentável e credível", tecendo críticas aos opositores.

João Ilídio Costa sucede a Dinis Costa, atual presidente da Câmara de Vizela, que optou por não se recandidatar.

Presente na sessão, Dinis Costa disse à Lusa que aquela decisão vai de encontro ao que prometera em 2013.

"Disse há quatro anos que não me recandidatava e estou a cumprir essa vontade", afirmou, acrescentando: "Na saída temos de ter dignidade e é com muito orgulho e muita alegria que vejo aqui os socialistas e simpatizantes em comunhão com a pessoa que tive oportunidade de convidar para dar continuidade a este projeto".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Legalização da canábis, um debate sóbrio 

O debate público em Portugal sobre a legalização da canábis é frequentemente tratado com displicência. Uns arrumam rapidamente o assunto como irrelevante; outros acusam os proponentes de usarem o tema como mera bandeira política. Tais atitudes fazem pouco sentido, por dois motivos. Primeiro, a discussão sobre o enquadramento legal da canábis está hoje em curso em vários pontos do mundo, não faltando bons motivos para tal. Segundo, Portugal tem bons motivos e está em boas condições para fazer esse caminho. Resta saber se há vontade.

Premium

nuno camarneiro

É Natal, é Natal

A criança puxa a mãe pela manga na direcção do corredor dos brinquedos. - Olha, mamã! Anda por aqui, anda! A mãe resiste. - Primeiro vamos ao pão, depois logo se vê... - Mas, oh, mamã! A senhora veste roupas cansadas e sapatos com gelhas e calos, as mãos são de empregada de limpeza ou operária, o rosto é um retrato de tristeza. Olho para o cesto das compras e vejo latas de atum, um quilo de arroz e dois pacotes de leite, tudo de marca branca. A menina deixa-se levar contrariada, os olhos fixados nas cores e nos brilhos que se afastam. - Depois vamos, não vamos, mamã? - Depois logo se vê, filhinha, depois logo se vê...