Autárquicas: Coligação Nova Mudança diz que poderá ser "uma surpresa" no Funchal

O candidato da coligação Nova Mudança (MPT/PPV/CDC) à Câmara do Funchal, Roberto Vieira, afirmou hoje que esta força política poderá ser "uma surpresa" nas eleições autárquicas de domingo.

"É evidente que na hora de votar, às vezes, as pessoas têm dificuldade em mudar uma intenção de voto que já vem de longa data, mas nós acreditamos que essa mudança é possível, a Nova Mudança é possível, e poderemos ser uma surpresa, quer no Funchal quer fora dele", disse o cabeça de lista, no decurso de uma ação de campanha em frente à Câmara Municipal.

O MPT é um dos partidos que integra a Coligação Mudança, juntamente com o PS, BE, PTP e PAN, que lidera a autarquia desde 2013, mas agora desvinculou-se e formou uma nova coligação.

Ao nível regional, o MPT concorre com listas próprias em seis dos onze concelhos que constituem a Região Autónoma da Madeira.

"Nós trabalhámos todos os dias em vários pontos da cidade e eu, enquanto presidente do partido, tive de ir a todos os concelhos onde concorremos", realçou Roberto Vieira, vincando que a campanha eleitoral foi feita porta a porta.

"A recetividade é muito grande e temos alguma esperança de crescer aqui na cidade, bem como nos concelhos onde vamos concorrer", disse.

Hoje, o MPT defendeu a criação de um gabinete jurídico na Câmara do Funchal para dar apoio aos trabalhadores precários, sobretudo aos que têm salários em atraso, e aos desempregados, bem como aos munícipes que pagaram rendas e alugueres de casa sem recibo.

"Os sindicatos estão um pouco partidarizados e muitas vezes não fazem esse trabalho, porque as pessoas não se sindicalizam, tendo em conta que 1% do salário faz falta, sobretudo para quem não recebe", disse Roberto Vieira.

São candidatos à presidência da Câmara Municipal do Funchal, na Madeira, Rubina Leal (PSD), Rui Barreto (CDS-PP), Artur Andrade (Coligação Democrática Unitária - PCP/PEV), Paulo Cafôfo (coligação Confiança - PS/BE/JPP/PDR/Nós, Cidadãos!), Gil Canha (coligação Funchal Forte - PPM/PURP), Raquel Coelho (PTP), Jorge Santos (PCTP/MRPP) e Roberto Vieira (coligação Nova Mudança - MPT/PPV/CDC).

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz amanhã, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.