Em declarações aos jornalistas no parlamento, a deputada recordou que o PSD tem "chamado a atenção para o facto de os portugueses terem que ser envolvidos nesta discussão". .No entanto, garantiu, "o Governo e os partidos que suportam o Governo têm constantemente impedido essa discussão". ."Isto não é uma novidade. Todos os anos, anexo ao Orçamento do Estado (OE), vem o relatório de sustentabilidade da Segurança Social (SS), que no último OE dizia que o sistema previdencial, ou seja o sistema público de pensões em Portugal, se esgotava no final da década de 2020", lembrou Joana Barata Lopes. ."Agora este estudo vem dizer que será cerca de 2027 e que, outro dado muito relevante, a almofada financeira da SS, portanto o fundo de estabilização financeiro da SS, se esgotaria no final da década de 2040", salientou a deputada. .O estudo da FFMS conclui que o número de pensionistas deverá crescer de 2,7 para 3,3 milhões até 2045, o que deveria levar ao aumento da idade de reforma, para evitar transferências do OE, defende o documento. .Joana Barata Lopes salientou que o PSD propôs "uma comissão parlamentar em que todos os partidos pudessem debater aquilo que é o estado do sistema público de pensões em Portugal. Foi chumbada pelos partidos que sustentam este Governo". .O partido quis depois formar uma "comissão de peritos independentes que pudesse, para que todos os portugueses tivessem acesso, discutir o que é que afinal se passa no sistema" e que, segundo a deputada, foi também chumbada. .Joana Barata Lopes alertou ainda para a complexidade do sistema, referindo que "as pessoas não estão familiarizadas com conceitos como o sistema de repartição. Este nosso sistema de SS é um sistema 'pay as you go', o que significa que o que descontamos hoje é para pagar as pensões dos pensionistas que já estão ativamente a receber essa reforma", referiu..A deputada destacou ainda o impacto das alterações paramétricas, "o que significa que todas as alterações que vão sendo feitas afetam o benefício dos pensionistas futuros e isso não lhes é dito, porque, como não tem impacto de imediato, as pessoas não têm noção". .Joana Barata Lopes garantiu também que "o PS, BE e PCP não querem que os portugueses conheçam verdadeiramente o que se passa no sistema público de pensões, porque isso permite-lhes continuar a acenar com papões como a privatização ou falar de coisas que nunca estiveram em cima da mesa".