Incêndios: Vítimas vão receber ajuda da Fundação Budista Tzu Chi de Taiwan

As vítimas dos incêndios que ocorreram em Portugal em 2017, nomeadamente os agricultores idosos, vão receber ajuda da Fundação Budista Tzu Chi de Taiwan, anunciou hoje, em comunicado, o fundador da instituição.

"Após uma avaliação, os voluntários de Tzu Chi sentiram a dor e observaram as necessidades urgentes dos afetados" pelos incêndios em Portugal, referiu Shih Cheng Yen, que acrescentou que a ajuda deverá chegar no início de fevereiro.

"Expresso a minha gratidão ao deputado Paulo Rios de Oliveira (PSD) por sua simpatia e compaixão pelos seus compatriotas", sublinhou.

Shih Cheng Yen referiu que, através do Centro Económico e Cultural de Taipei em Portugal, Oliveira "pediu ajuda a Tzu Chi após essas catástrofes".

O Centro Económico e Cultural de Taipei confirmou à agência Lusa, sem adiantar pormenores, que a fundação de Taiwan pretende contribuir e que as várias questões relacionadas com a ajuda estão a ser coordenadas também com as autoridades portuguesas.

"Depois de realizar uma investigação aprofundada das áreas atingidas pelo desastre, a Tzu Chi descobriu que os mais afetados são agricultores de 70 anos ou mais. Devido aos incêndios, perderam as ferramentas e máquinas agrícolas que utilizavam para ganhar a vida. Então, perderam a esperança no futuro", indicou o comunicado.

Para o fundador da instituição de Taiwan, "é verdadeiramente doloroso ver tragédias e as suas vítimas crescerem devido aos desastres naturais".

"Mais de 100 pessoas perderam a vida nos incêndios (em Portugal) e centenas ficaram gravemente feridas. As casas, as quintas, os celeiros e os silos de moradores das aldeias foram engolidos pelas chamas e fizeram desaparecer o esforço acumulado durante uma vida. Sinto-me profundamente triste e com muita pena", declarou, na nota, Shih Cheng Yen.

O responsável pela Fundação disse esperar "sinceramente que o amor e a bênção dos voluntários de Tzu Chi em todo o mundo ajude as pessoas a reconstruir suas casas rapidamente, a reviver a economia agrícola e recuperar as suas vidas o mais rápido possível".

"Embora os desastres tenham passado, todos deveriam aprender a lição. A mãe natureza está realmente fora de equilíbrio. Esses desastres servem para despertar nossa consciência. Devemos cultivar-nos com sinceridade e mudar a nossa mentalidade e os nossos comportamentos. Então assim, poderemos reunir mais pontos fortes para superar as dificuldades quando ocorrem desastres. Vamos rezar juntos por Portugal e pela paz mundial", referiu ainda.

Em 2017, os incêndios florestais provocaram mais de 110 mortos, 66 dos quais em junho em Pedrógão Grande e 45 em outubro na região Centro, cerca de 350 feridos e milhões de euros de prejuízos.

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