Hospital da Guiné-Bissau passa a fazer radiografias após doação de organização portuguesa

O Hospital Regional de Gabú, leste da Guiné-Bissau, vai começar a fazer radiografias, após uma doação do Instituto Marquês Valle Flor, disse hoje fonte daquela organização não-governamental portuguesa.

Segundo Eunice Fernandes, coordenadora operacional do Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil - Instituto Marquês Valle Flor, o digitalizador do aparelho de raio-x foi doado no âmbito daquele programa.

O aparelho de raio-X do hospital de Gabu foi doado pelo rei de Marrocos, mas a falta do digitalizador impedia o seu funcionamento.

O dispositivo de digitalização de imagem foi montado por uma empresa portuguesa e inclui o digitalizador, um computador com os respetivos programas e uma impressora a laser, e o valor do apoio ronda os 30.000 euros.

Gabú é uma cidade e sede da região com o mesmo nome, situada a 200 quilómetros a leste da capital guineense, com uma população de cerca de 206 mil habitantes, segundo dados do último recenseamento geral da população guineense, publicados em 2010.

O Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil (PIMI) teve início em 2013 e pretende diminuir a mortalidade das crianças menores de cinco anos e das mulheres grávidas, com consultas, atos médicos e medicamentos gratuitos.

Em outubro de 2017, a União Europeia anunciou a continuação do apoio ao programa com um financiamento de cerca de 22 milhões de euros (88% financiado pela UE e os restantes 12% por parceiros associados e cooperação portuguesa).

O programa, implementado pela Entraide Médicale Internationale, Instituto Marquês Valle Flor e o Fundo da ONU para a Infância (Unicef), beneficia diretamente cerca de 200 mil crianças menores de cinco anos, 300 mil mulheres e 70 mil mulheres grávidas e engloba 11 regiões sanitárias do país.

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