Greve dos professores não afetou exames na Madeira

A greve dos professores não afetou a realização das provas de aferição e dos exames nacionais na Madeira e decorreram normalmente em todas as escolas da região autónoma, informaram hoje o Governo Regional e o sindicato do setor.

"Como já sabíamos e como não poderia ser de outra forma, o serviço de exames e provas globais não está a ser afetado, disse o coordenador do Sindicato dos Professores da Madeira (SPM), Francisco Oliveira, vincando que a partir do momento em que foram decretados serviços mínimos "era impossível não se realizarem exames".

O dirigente sindical sublinhou que o próprio SPM aconselhou os docentes a acatar a decisão e, por isso, as escolas funcionaram "com regularidade".

"Há muitos colegas em greve, mas não afetaram o serviço e não poderia ser de outra forma", disse.

O Governo Regional elogiou, por seu lado, o "brio e a responsabilidade" dos professores da região autónoma, o que permitiu que "todos os alunos pudessem efetuar as suas provas".

Numa declaração na Assembleia Legislativa da Madeira, o secretário regional da Educação, Jorge Carvalho, considerou que a postura dos docentes, neste caso, foi "para além do que é a gestão da sua carreira".

Na Escola Secundária Francisco Franco, no Funchal, uma das maiores da Madeira, os exames que hoje decorreram envolveram 470 alunos, distribuídos por 24 salas, e em cada uma delas a vigilância foi garantida por dois professores.

Fernando Alves, vice-presidente do conselho executivo, explicou que foram ainda convocados 16 suplentes e realçou que "de todos estes professores só faltaram dois".

O Sindicato dos Professores da Madeira considera, no entanto, que houve ilegalidade na indicação da Direção Regional de Inovação e Gestão em decretar os suplentes como cobertos pelos serviços mínimos.

Francisco Oliveira disse, ainda, que recebeu denúncias de que algumas escolas convocaram todos os professores para os serviços de exames e noutras foram nomeados mais suplentes do que é habitual.

A greve de hoje foi convocada pelas principais estruturas sindicais de docentes, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), afeta à CGTP-In, e a Federação Nacional da Educação, afeta à UGT e coincidiu com a realização das provas de aferição de Matemática e Estudo do Meio do 2.º ano de escolaridade do ensino básico e dos exames nacionais do 11.º ano às disciplinas de Física e Química A, Geografia A e História da Cultura e das Artes.

Os sindicatos decidiram avançar com a greve, após sucessivas reuniões inconclusivas com o Ministério da Educação, apresentando como reivindicações a abertura de concursos de vinculação extraordinária para docentes contratados, um regime especial de aposentação, o descongelamento de carreiras e uma redefinição dos horários de trabalho.

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