Governo reivindica mais regulamentação comunitária para a indústria do mar

O Governo vai reivindicar mais regulamentação comunitária para a investigação e indústria ligadas aos oceanos, afirmou hoje a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino em Pataias, onde visitou uma indústria de produção de microalgas.

O Governo irá "trabalhar no sentido de criar melhor regulamentação para proteger e incentivar este tipo de investigação e de indústria", afirmou hoje Ana Paula Vitorino durante uma visita à empresa Algafarm, em Pataias, no concelho de Alcobaça.

A promessa surgiu depois de os responsáveis pela empresa terem apontado "a escassez de regulamentação" como um dos "principais aspetos negativos" com que se debate a empresa produtora de micro algas.

Ana Paula Vitorino reconheceu a necessidade de legislação que clarifique "as exigências a determinados produtos" e a forma como "se podem comparar" os produtos produzidos em diversos países, defendendo a regulamentação sobre "certificações e exigências mínimas".

"A uniformização em todo o mundo dos métodos de análise deste tipo de produtos" foi uma das reivindicações que a governante ouviu hoje na empresa que considerou ser "um exemplo".

"Um exemplo de que em Portugal também temos já neste momento, quer na fase de investigação quer numa fase de produção industrial, soluções que são inovadoras a nível mundial", acrescentou.

O projeto desenvolvido pelo grupo Secil, é ainda, "um dos que contribuiu para que o peso da economia do mar tenha subido de "2,5% para mais de 4%", afirmou Ana Paula Vitorino.

A Algafarm, localizada em Pataias, arrancou em outubro de 2016 com a produção industrial de microalgas para fins industriais, cosmética, substituição de combustíveis fósseis e, a longo prazo, para a alimentação animal e humana.

O projeto que ocupa atualmente uma área de 1.300 metros cúbicos onde são produzidas 80 toneladas de microalgas representou, nos últimos anos, um investimento superior a 15 milhões de euros, divulgou Júlio Abelho, da Algafarm.

A empresa que emprega 35 pessoas prevê nos próximos anos aumentar a produção de microalgas para 130 toneladas e tem em curso quatro projetos de investigação e desenvolvimento envolvendo universidades de vários países europeus, que representam um investimento superior a cinco milhões de euros.

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