José Carvalho da Rocha referiu que o processo decorre em todo o país, com uma avaliação de "ativo por ativo", para que se possa ter, depois, "um preço justo".."É um trabalho árduo, temos de ir para todos os cantos. Depois temos de ver o ativo patrimonial, de pedir o concurso de uma empresa especializada. Estamos na reta final deste processo", disse o ministro..A Angola Telecom, empresa pública de telecomunicações e multimédia, fundada em 1992, já recebeu do Estado o Título Global Unificado, o que a habilita como terceiro operador nacional da rede de telefonia móvel, bem como prestar qualquer serviço de comunicações eletrónicas com base em qualquer tipo de tecnologia..Segundo o ministro, o Governo pretende estabelecer um paralelismo para, tão logo se anuncie o vencedor do concurso para uma quarta operadora móvel, que decorre atualmente, se dê início ao da Angola Telecom..A Angola Telecom, surgida da fusão das empresas estatais ENATEL e EPTEL, é gerida desde 2016 por uma comissão interina, que disponibiliza serviços comerciais de voz e dados, mas com resultados financeiros sucessivamente negativos..Sobre o concurso a decorrer para a quarta rede de telefone móvel, José Carvalho da Rocha disse que o processo está na fase final, salientando que os apurados têm a responsabilidade de apresentarem, em função do caderno de encargos, os seus projetos técnicos e financeiros para poderem realizar a atividade.."Temos de ver que é um trabalho a nível nacional. Eles, ao montarem uma rede técnica, têm de nos apresentar uma rede nacional. É preciso andar pelo país todo para fazer um levantamento", sublinhou..José Carvalho da Rocha disse que são 18 as propostas de nacionais e nove de estrangeiros, o que "demonstra o interesse de diversos operadores nacionais, grupos financeiros, grupos económicos em relação ao processo"..O governante angolano garantiu que o mercado é suficiente para a existência de quatro operadores.."E vamos deixar que as próprias forças do mercado em si determinem quantos operadores devem acontecer. O que vai determinar e o quê? Nós, enquanto clientes, o que queremos é um operador que nos dê qualidade de serviços, que nos faça preços acessíveis, que ganhe nesses aspetos que influenciam o consumidor final", referiu..O mercado das telecomunicações móveis em Angola conta com mais de 11 milhões de cartões registados, controlados pela privada Unitel, o maior operador angolano, da empresária Isabel dos Santos, e a Movicel, também provada, e a Angola Telecom habilitada para o efeito através do título que lhe foi atribuído.