FESAP exige aumento de 2,5% para funcionários públicos em 2018

A Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP), afeta à UGT, exigiu hoje que os salários dos trabalhadores da administração pública sejam aumentados em 2,5% em 2018.

Este aumento nominal dos salários mas também das pensões foi hoje aprovado por unanimidade na assembleia-geral da FESAP, que se realizou em Lisboa, e que juntou cerca de 30 sindicatos.

Em conferência de imprensa, após a reunião magna, o secretário-geral da FESAP, José Abraão, considerou que os trabalhadores da administração pública "não aceitarão mais congelamentos de salários e mais degradação das suas remunerações", estimando que nos últimos dez anos estes trabalhadores perderam 20% dos seus rendimentos.

Questionado sobre se há margem para negociar esta exigência com o Governo, José Abraão afirmou que a FESAP está sempre disponível para negociar, mas vincou a necessidade de haver um entendimento que pare a penalização que os funcionários públicos sofreram nos últimos anos.

O dirigente sindical vincou ainda a necessidade de o Governo levar mesmo avante o processo de descongelamento de carreiras, considerando que há "milhares de trabalhadores para progredir" e alguns "que nunca progrediram".

A FESAP quer ainda que o aumento do salário mínimo em 2018 seja pelo menos igual ao verificado em 2017, de 27 euros, passando assim dos atuais 557 para 584 euros, e considera "urgente" rever a tabela remuneratória única para que se "restabeleça a diferença de cerca de 50 euros" entre escalões de remuneração, que ficaram diluídos nos últimos anos, tanto devido ao aumento do salário mínimo como à não progressão nas carreiras.

Esta federação sindical quer ainda uma atualização das ajudas de custo e do subsídio de refeição "que reflita os preços efetivamente praticados na hotelaria e restauração" e deixou ainda críticas ao facto de parte do subsídio de refeição ser taxado em sede de IRS a partir de agosto.

Ainda na parte fiscal, com vista a proteger os trabalhadores, a resolução hoje aprovada pela FESAP considera que devem aumentar os escalões de IRS e as deduções à coleta, nomeadamente em educação, saúde e cuidados continuados.

Por fim, é ainda pedida a despenalização das carreiras contributivas mais longas da administração pública nos casos de aposentação antecipada.

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