Exportações sobem 2,6% e importações aumentam 8,6% em agosto - INE (AUTALIZADA)

As exportações portuguesas de bens aumentaram 2,6% e as importações progrediram 8,6% em agosto em termos homólogos, desacelerando face às evoluções de 13,8% e 11,9%, respetivamente, registadas em julho, divulgou hoje o INE.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), excluindo os combustíveis e lubrificantes, em termos homólogos, em agosto as exportações aumentaram 1,7% e as importações cresceram 1,9% (contra as subidas de 11,8% e 12,5%, respetivamente, em julho de 2018).

O défice da balança comercial de bens agravou-se em 351 milhões de euros face ao mesmo mês de 2017, para 1.709 milhões de euros.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, a balança comercial atingiu um saldo negativo de 1.124 milhões de euros, correspondente a um aumento do défice de 28 milhões de euros em relação a agosto de 2017.

No trimestre terminado em agosto de 2018, as exportações e as importações de bens aumentaram, respetivamente, 8,9% e 12,6% face ao mesmo período de 2017.

No que respeita às variações face ao mês anterior, em agosto de 2018 as exportações diminuíram 23,6% e as importações decresceram 11,2% (+11,8% e +12,5%, respetivamente, em julho de 2018), reflexo das variações registadas em ambos os tipos de comércio, mas sobretudo no comércio intra-UE: -29,1% nas exportações e -14,8% nas importações (+1,8% e -3,1%, respetivamente, em julho de 2018).

De acordo com o INE, em agosto as exportações cresceram 2,6% em termos homólogos essencialmente devido ao aumento de 3,5% verificado no comércio intra-UE (+16,5% em julho de 2018), tendo as importações aumentado 8,6% em resultado da evolução registada em ambos os tipos de comércio.

Em agosto de 2018, face ao mês homólogo de 2017, salientam-se os crescimentos nas exportações dos fornecimentos industriais (+10,2%) e dos combustíveis e lubrificantes (+12,3%).

Em sentido contrário, o INE destaca o decréscimo no material de transporte (-10,3%), principalmente devido à paragem para férias no mês de agosto de algumas empresas deste setor (que no ano anterior se havia verificado num período do ano distinto).

Nas importações, com exceção do material de transporte, que registou um decréscimo (-9,7%), todas as grandes categorias económicas registaram aumentos, salientando-se os combustíveis e lubrificantes (+59,2%), antecipando, neste último caso, uma paragem na refinaria de Sines prevista para 2018.

No que se refere aos principais clientes de Portugal, em agosto o INE destaca os acréscimos homólogos das exportações para Itália (+53,8%), EUA (+19,0%) e França (+11,5%), enquanto as exportações para Alemanha, Brasil e Reino Unido registaram os maiores decréscimos (-12,2%, -44,0% e -12,0%, respetivamente) face ao mesmo período de 2017.

Entre os principais fornecedores, em agosto os aumentos "mais expressivos" em termos homólogos registaram-se nas importações provenientes de Espanha, Brasil e Alemanha (+5,5%, +95,6% e +6,7% respetivamente).

Já as importações da Rússia registaram um decréscimo (-55,7%), sobretudo devido aos combustíveis e lubrificantes.

Atendendo à perspetiva da saída do Reino Unido da União Europeia, o INE faz um retrato da sua importância nas exportações portuguesas no período 2013-2017, dando conta de uma "ligeira redução do grau de exposição das empresas exportadoras ao mercado britânico".

No ano passado, o Reino Unido foi o quarto principal mercado de exportação de Portugal, com um peso de 6,6%, tendo as exportações totalizado 3.644 milhões de euros, um aumento de 3,0% face ao ano anterior, que contudo fica abaixo da evolução global de 10,0% das exportações portuguesas em 2017.

Segundo o INE, as exportações de bens resultantes de empresas que exportaram exclusivamente para o Reino Unido representaram 0,6% do total de exportações portuguesas de bens em 2017, enquanto o valor exportado pelas empresas que destinaram pelo menos metade das suas exportações para o Reino Unido atingiu um peso de 12,6% do total de exportações.

As máquinas e aparelhos foram o grupo de produtos mais exportado, com um peso de 22,0% no total de exportações para este país, seguindo-se os veículos e outro material de transporte (16,2%), os metais comuns (8,0%), o vestuário (7,7%), os produtos alimentares (6,4%) e os plásticos e borrachas (6,1%).