Empresários Portugal-China querem "ritmo de atividades" que inscreva país no mercado mundial

A Associação de Jovens Empresários Portugal-China (AJEPC), que de hoje a sexta-feira dinamiza em Matosinhos um fórum/feira internacional, quer "criar um ritmo de atividades" que inscreva Portugal no mercado mundial, contrariando a imagem de país periférico da Europa.

Em declarações à agência Lusa, à margem da sessão de abertura da FIN 2017 - Feira & Fórum Internacional de Negócios - China e Países de Língua Portuguesa e Espanhola, o presidente da AJEPC, Alberto Carvalho Neto, disse acreditar que "Portugal pode ter um espaço muito mais forte, deixando de estar na periferia da União Europeia e passando a ser um centro de uma relação ibero-afro-americana".

Alberto Carvalho Neto anunciou que o fórum/feira internacional FIN, que hoje teve início em Matosinhos, distrito do Porto, terá sequência quer em Macau, em outubro, quer no Brasil, em 2018, tendo como objetivo "marcar o calendário dos empresários".

"A FIN acaba por ser um evento de triangulação da lusofonia em que ambicionamos criar grandes marcos na história com eventos concretos e datas específicas de forma a que o tecido empresarial saiba exatamente onde se pode reunir dentro destas plataformas", disse o responsável.

A expectativa da AJEPC é realizar a FIN no Porto todos os anos - este é o de arranque - em junho, levando-a para Macau em outubro, onde integrará a MIF2017-Feira Internacional de Macau e completando o "ciclo" em São Paulo, Brasil, "em princípio em finais de março".

"O objetivo é a criação de laços. Acreditamos que conseguimos criar pontes sólidas para os negócios. É preciso criar pontos de ligação para que as pessoas se conheçam. Criando um ritmo de atividades em que existem três polos de união com a África, América Latina e China, Portugal pode ter um espaço muito mais forte", sublinhou Alberto Carvalho Neto.

O presidente da AJEPC contou à Lusa que alguns empresários, nomeadamente chineses, inscritos neste fórum/feira tiveram dificuldade com os vistos e que inclusivamente para a semana vai estar em Portugal uma delegação de empresários da China que não conseguiu o visto a tempo.

"Isto terá a ver com os Governos, naturalmente, mas o facto de estabelecermos datas com antecedência vai-nos facilitar o processo. E havendo necessidade, criando necessidade, as coisas acontecem", apontou, dando como exemplo da importância destes eventos a presença da diretora da Capital Airlines, companhia que vai começar a voar entre Pequim e Lisboa no próximo mês.

"É muito importante tê-la num painel de turismo que mostra as potencialidades de ligação Portugal-China", disse Alberto Carvalho Neto.

A FIN 2017 - Feira & Fórum Internacional de Negócios - China e Países de Língua Portuguesa e Espanhola conta, no dia de hoje que é de seminário, com 600 inscritos que aproveitam para conhecer o tecido empresarial presente, bem como presidentes de associações.

Quinta e sexta-feira serão dias dedicados a sessões temáticas e a feira com expositores, convidados e visitantes.

"Esta é uma feira muito dinâmica, multissetorial com expositores mais institucionais como o grupo Lipor, ao tradicional empresário do tecido agro-alimentar que quer começar a exportar. Temos valências muito diferentes. É nesta união que acreditamos que e podem estabelecer mais pontes e os maiores podem ajudar os mais pequenos a crescer", concluiu o responsável da AJEPC que organiza o evento em parceria com a Federação Sino PLPE (Países de Língua Portuguesa e Espanhola).

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