Dias Da Dança começam hoje e prolongam-se até 13 de maio em Porto, Matosinhos e Gaia

A coreógrafa Né Barros estreia hoje "Muros" no Teatro Nacional São João, Porto, no âmbito do festival Dias Da Dança (DDD), que se estende até 13 de maio pelas cidades do Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia.

A peça "Muros" aborda questões migratórias explorando o corpo e as identidades muitas vezes fixadas na noção de raça e de marca territorial e estreia-se hoje às 21:30, no Teatro Nacional São João (TNSJ), com repetição na sexta-feira (19:00) e no sábado (18:30), no que é o início da segunda edição do festival de dança contemporânea, que se prolonga durante 17 dias, com um total de 35 espetáculos, entre os quais nove estreias nacionais e oito trabalhos internacionais.

A segunda edição do DDD vai ter mais uma semana de programação, conta este ano com 285 artistas e um orçamento de 434 mil euros (190 mil dos quais da Câmara Municipal do Porto), e volta a acontecer nos palcos e espaços das três cidades da Frente Atlântica.

"BiT", da coreógrafa francesa Maguy Marin, é uma das nove estreias em território nacional do DDD e o espetáculo acontece no grande auditório do Rivoli, no Porto, pelas 21:30 de sábado, onde o "ritmo assume particular relevância", do "mais duro ao mais suave" e do mais "lento ao mais apressado" e onde os bailarinos "criam uma dança coletiva e individual que se confunde a todo o momento", lê-se no dossiê de imprensa.

O evento conta com 57 récitas e mais 25 atividades relacionadas com formação que vão acontecer tanto na rua como em vários espaços interiores.

O diretor artístico do DDD, Tiago Guedes, destaca a "forte programação internacional", com quatro espetáculos franceses, de Maguy Marin ("BiT"), Yoan Bourgeois ("Celui qui Tombe"), Rachid Ouramdane ("Tordre") e Noé Soulier ("Faits et Gestes") e oito estreias de artistas locais, assim como a presença de dezenas de programadores internacionais que vão "descobrir os espetáculos portugueses" para, depois, os levarem além-fronteiras.

No primeiro fim de semana de DDD, no sábado pelas 18:30, a coreógrafa Cláudia Dias, leva ao Cine-Teatro Constantino Nery, em Matosinhos, o espetáculo "Terça-feira: Tudo o que é sólido dissolve-se no ar", peça que mergulha na animação de Vasco Granja e nos seus desenhos animados que criavam mundos a partir de plasticina.

"A Perna Esquerda de Tchaikovski", pela Companhia Nacional de Bailado com coreografia de Tiago Rodrigues, também vai estar no Cine-Teatro Constativo Nery, nos dias 05, 06 e 11 de maio, enquanto "Night Schlafen" por Alain Platel sobe ao palco do TNSJ nos dias 08 e 09 de maio, e a estreia de "Harmida", da Companhia de Dança Kale, vai ser apresentada no Armazém 22, em Vila Nova de Gaia, nos dias 12 e 13 de maio.

"É o maior festival de dança contemporânea do país. É um grande projeto que só é possível por esta federação de muitos parceiros, desde logo as três autarquias e os oito coprodutores, todas as instituições e os teatros da região. (...) Senão era impossível fazer este festival", disse Tiago Guedes.

O DDD termina a 13 de maio com múltiplos espetáculos de dança e movimento, como "M&M", do produtor e coreógrafo Max Oliveira, pelas 12:00, na praça D. João I, no Porto, e a performance "Efígie", do bailarino e criador Flávio Rodrigues, às 15:00 e às 19:00, na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, em Matosinhos.

O festival encerra com "Celui qui tombe", de Yoann Bourgeois, em estreia nacional, às 21:30 de dia 13, no Coliseu do Porto, havendo ainda oportunidade para uma festa de fecho no Rivoli com Hélio Morais, de Linda Martini e PAUS.

O festival conta ainda com nove oficinas de artistas e ou companhias nacionais, três sessões de cinema, duas exposições, seis conversas pós-espetáculo e seis festas no "Meeting Point DDD", no renovado Café Rivoli.

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