COMENTÁRIO: Estoril fecha época a ganhar e atira Arouca para a II Liga

O Estoril-Praia venceu hoje o Arouca, por 4-2, em jogo da 34.ª jornada da I Liga de futebol, e com a conjugação de resultados de Tondela e Moreirense 'selou' a despromoção dos arouquenses para o segundo escalão.

No encontro realizado no Estádio António Coimbra da Mota, a equipa de Jorge Leitão precisava apenas de um ponto para se salvar da descida e até entrou a ganhar, graças a um golo de Adilson 01 minuto). Porém, os estorilistas responderam ainda antes do intervalo por André Claro (06), Carlinhos (19) e Bruno Gomes (30). Adilson voltou a marcar (31), mas o golo de Tocantins (76) foi decisivo.

Com este resultado, num jogo marcado pela controvérsia e pelas emoções fortes, o Estoril-Praia termina a época em alta, ao concluir a prova no 11.º lugar, depois de meses de sofrimento e incerteza na luta pela manutenção. Já o Arouca, que chegou a passar pela Liga Europa no início da temporada, não resistiu à saída do técnico Lito Vidigal, somando apenas quatro pontos desde a sua partida para Israel.

Se o fim revelar-se-ia um pesadelo para o Arouca, o início foi um autêntico sonho. Com um minuto, Adilson já estava a cabecear para o 0-1, na sequência de um livre de Crivellaro, e parecia resolver desde cedo a situação periclitante da equipa. Ao primeiro remate, o primeiro golo. Mas o jogo, muito por culpa do crescimento do Estoril, iria mudar por completo num ápice.

No espaço de 30 minutos, a formação da casa operou a reviravolta e assinou três golos plenos de eficácia e assertividade. Primeiro, foi André Claro a empatar, logo aos seis minutos, na conversão de uma grande penalidade a punir falta sobre Allano, depois, foi a vez de Carlinhos, aos 19, virar o marcador e, por fim, Bruno Gomes encostou, aos 30 minutos, para o 3-1. Tão simples, quanto merecido, face ao 'apagão' do Arouca.

A primeira parte ainda tinha mais emoções para oferecer, uma vez que o Arouca conseguiu voltar a ter esperança, reduzindo a diferença um minuto depois, novamente por Adilson. E, quando o jogo parecia encaminhar-se para o intervalo, Jorge Sousa considerou que Hugo Basto agrediu Bruno Gomes, aos 40 minutos, e mostrou o cartão vermelho ao defesa arouquense, deixando a equipa com 10 elementos.

O 3-2 ao intervalo era o espelho de um jogo incaraterístico, com uma eficácia demasiado alta para a qualidade do futebol praticado pelas duas equipas, apesar dos sinais positivos do conjunto de Pedro Emanuel. Por outro lado, a vida complicava-se para o Arouca, que começava a ficar à mercê dos desfechos do Moreirense diante do FC Porto e do Tondela contra o Sporting de Braga.

A margem mínima no seu jogo e os dois golos do Tondela aos 'arsenalistas' eram o 'seguro de vida' do Arouca, que se salvaria pelo critério de golos marcados, em virtude da igualdade provisória na diferença de golos. Contudo, a 'tragédia' dos arouquenses teve o seu último ato aos 76, quando Gustavo Tocantins, que saltara do banco pouco antes, assinou o 4-2 para o Estoril. De repente, o Arouca caía para a II Liga.

Com 10 jogadores e o moral 'destroçado', Jorge Leitão ainda tentou inverter a anunciada despromoção, lançando Walter, Gilson e Keirrison para um golo que pudesse salvar as contas da permanência. A equipa ainda contestou Jorge Sousa por uma alegada grande penalidade que ficou por marcar, mas o resultado já não se alterou mais.

Tal como na época passada, o 'milagre' voltou a acontecer em Tondela, com os beirões a vencerem os bracarenses por 2-0 e a salvarem-se pela diferença de um golo. Já o Moreirense cumpriu a sua missão com brilhantismo, ao bater o FC Porto na despedida do campeonato, por 3-1. O Arouca regressa assim à II Liga, depois de quatro anos na elite do futebol português.

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