China nega acusação alemã de espionagem através das redes sociais

A China considerou hoje infundadas as acusações feitas pelos serviços secretos alemães, que asseguram que a espionagem chinesa utiliza as redes sociais para obter informações sobre cidadãos germânicos.

"Espero que as instituições na Alemanha, em especial as governamentais, sejam responsáveis nos seus comentários e deixem de dizer coisas que possam debilitar as relações entre os dois países", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lu Kang, ao ser questionado sobre o assunto em conferência de imprensa.

Um estudo publicado pelo Gabinete Federal para a Proteção da Constituição (BfV) da Alemanha, indica que, em nove meses, mais de 10.000 cidadãos alemães foram contactados por perfis atribuídos à espionagem chinesa através do Linkedin, rede para diferentes classes profissionais.

Para o porta-voz do MNE chinês, as acusações "não têm fundamento".

Os serviços secretos alemães já tinham alertado para este tipo de práticas em meados de 2016 e abriram um endereço de correio eletrónico para que, de forma confidencial, as pessoas que foram contactadas possam fazer uma denúncia sobre qualquer ato suspeito.

Segundo pormenorizaram vários meios de comunicação social alemães, os falsos perfis apresentam-se como membros de consultoras, empresas de caça talentos ou institutos de investigação e os alvos mais frequentes são funcionários públicos, deputados, diplomatas, militares ou trabalhadores de fundações ou de laboratórios de ideias.

Para estabelecer contacto com as potenciais vítimas, os que contactam explicam que a empresa ou a consultora tem interesse na sua experiência numa determinada área e oferece, por exemplo, um trabalho remunerado para um qualquer cliente.

Depois, o mais frequente é a oferta de um convite para visita a China, com todas as despesas pagas.

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