Chefes da diplomacia europeia mostraram-se preocupados com Irão

Bruxelas, 02 jul 2019 (Lusa) - Os chefes da diplomacia europeia mostraram-se hoje "extremamente preocupados" com o Irão, pedindo a Teerão que "reconsidere a sua decisão" de ultrapassar o limite imposto às suas reservas de urânio de baixo enriquecimento no acordo nuclear de 2015.

"Pedimos ao Irão para reverter a sua decisão e abster-se de tomar novas medidas que enfraqueceriam" o acordo de 2015, apelaram num comunicado conjunto, divulgado em Bruxelas, quatro chefes da diplomacia europeia, nomeadamente Jean-Yves Le Drian (França), Heiko Maas (Alemanha), Jeremy Hunt (Reino Unido) e Federica Mogherini (União Europeia).

"Temos sido claros e consistentes sobre o facto de que o nosso compromisso com o acordo nuclear depende do respeito total do Irão (dos seus compromissos assumidos). Nós lamentamos essa decisão do Irão, que coloca em questão um instrumento essencial de não-proliferação nuclear", disseram.

No acordo nuclear, Teerão comprometeu-se a não construir a bomba atómica e concordou em reduzir drasticamente o seu programa nuclear em troca do levantamento das sanções internacionais que asfixiavam a economia iraniana.

Entretanto, a decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de retirar-se unilateralmente do acordo, levou à reintegração das sanções dos Estados Unidos contra o Irão, que levou ao isolamento do Irão do sistema financeiro quase que completamente e que fez perder quase todos os compradores do seu petróleo.

Teerão ameaça agora violar outras cláusulas do acordo se os Estados que ainda integram o acordo (Alemanha, China, França, Grã-Bretanha e Rússia) não ajudarem a contornar as sanções dos Estados Unidos contra os iranianos.

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