Chapitô celebra Carnaval em Lisboa inspirado nos cercos dos tempos de hoje

Lisboa, 27 de fev (Lusa) -- O Carnaval do Chapitô, que este ano se inicia no sábado na costa do Castelo, em Lisboa, pelas 15:00, tem como temática "cercos e circos", com o intuito de representar os cercos antigos à cidade de forma contemporânea.

O Carnaval do Chapitô é uma parceria com o Castelo de São Jorge e todos os anos aproveita esta festividade para abordar temas sérios e consciencializar a população para diversos problemas através das atuações.

A temática este ano, segundo Rosângela Barreiro, produtora do evento, incide sobre "cercos e circos", com o intuito de representar os "cercos antigos de Lisboa" de forma contemporânea e fazer os cidadãos pensar sobre quem são os invasores e os cercados.

O desfile parte da Coletividade Cultural e Recreativa de Santa Catarina, na Costa do Castelo, n.º 1/7, em Lisboa (local da associação não governamental "Chapitô") em direção ao Castelo de São Jorge, onde irão desfilar os foliões vestidos com diversos fatos alusivos à temática, de forma a "entoar o Carnaval da cidade" pelas ruas de Lisboa, indicou.

No Castelo de São Jorge vão atuar seis grupos em espaços distintos de acordo com o subtema que caraterizam.

Os subtemas abordados pelos grupos vão ao encontro de "turistas e comerciantes, moradores e senhorios, que caracterizam como exemplo o caso de Alfama, que é um local que está desabitado e não há habitantes que lá queiram habitar, o paradoxo tecnologia-tradição, na medida em que a tradição está a dissipar-se, família tradicional e moderna, entre outros", acrescenta Rosângela Barreiro.

Esta festividade, que conta com a presença de muitas das trupes de alunos do Chapitô, terá também a atuação da sua trupe de seniores.

O evento fecha o dia do Carnaval do Chapitô com um grande baile que irá realizar às 16:45, antes do encerramento, agendado para as 17:00.

A entrada é livre até aos 12 anos e para os habitantes de Lisboa.

De acordo com a associação, o Carnaval do Chapitô é um evento que tem tido cada vez mais adesão, sendo que no ano passado "contou com milhares de pessoas da cidade que não têm a tradição do Carnaval".

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