CDS-PP/Lisboa propõe criação de rede de cuidadores na cidade

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) vai deliberar na terça-feira sobre uma proposta do grupo municipal do CDS-PP que pretende a criação de uma rede de cuidadores na capital.

Os centristas querem que o município lisboeta, liderado pelo socialista Fernando Medina, "promova a criação de uma rede de cuidadores do concelho, a primeira no país, com o objetivo de combater o isolamento e apoiar as pessoas idosas, pessoas com deficiência ou dependentes de terceiros por outras razões".

Segundo a proposta, os eleitos do CDS-PP pretendem "que esta rede de cuidadores inclua e enquadre os cuidadores que, de modo informal e isolado, já prestam este serviço a muitos familiares, amigos e vizinhos e que seja um estímulo a que muitas outras pessoas assumam este papel".

A rede de cuidadores deverá também trabalhar "a capacitação e literacia dos seus membros para que a sua ação seja mais gratificante, legítima e eficaz", pode ler-se na proposta, que solicita também "que a CML [Câmara Municipal de Lisboa] reforce o seu papel dinamizador na articulação entre todos os organismos, públicos e privados, que já atuam no apoio a estas pessoas, criando uma verdadeira rede com o objetivo de identificar as necessidades, a oferta já existente e a forma de a reforçar e alargar estas respostas".

O grupo municipal do CDS-PP pede ainda que a autarquia "estimule os serviços municipais, juntas de freguesia e instituições sociais, a realizarem em conjunto um levantamento detalhado da situação das pessoas com dependência, seja pela idade, seja por deficiência, do município de Lisboa".

Na reunião plenária de terça-feira, a AML vai também votar uma proposta dos deputados do CDS-PP para a disponibilização de manuais escolares gratuitos para o ensino profissional.

Tendo em conta que a partir do ano letivo de 2019/2020 "todos os alunos que frequentam a escolaridade obrigatória na rede pública do Ministério da Educação" passarão a contar "com a distribuição gratuita dos manuais escolares", os centristas querem que a medida "seja estendida ao ensino profissional no concelho de Lisboa, de modo a não se criarem quaisquer discriminações entre estudantes de diferentes subsistemas".

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Catarina Carvalho

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