"Já foram encontradas soluções para uma boa parte dos doentes e está a embaixada convencida de que vai encontrar solução para todos os doentes" instalados na pensão Madeira, em Lisboa..Em comunicado, a embaixada referiu que está a ser desenvolvido "um conjunto de esforços junto das instituições públicas e de solidariedade social" portuguesas "para solucionar o problema"..O prazo para doentes e acompanhantes deixarem a pensão era o dia 15 de dezembro, mas a embaixada cabo-verdiana em Lisboa comunicou à administração daquela unidade que "o realojamento exigia muito tempo, pelo que não podia atender ao prazo fixado"..Refutando que os doentes e acompanhantes tenham sido "abandonados à sua sorte", a embaixada de Cabo Verde em Lisboa observou que "não é sério acusar a embaixada de nada fazer, como se os seus funcionários fossem seres insensíveis, procurando causar sofrimento aos doentes"..A embaixada referiu que "não houve nenhuma medida das autoridades" a determinar "o encerramento" do espaço em Lisboa e acentuou que "é sempre mais fácil criticar do que empenhar-se vivamente e em parceria, sem sede de protagonismos, na busca de soluções reais e efetivas para os doentes, para além do discurso crítico nas redes sociais, sempre legítimos"..Salientou ainda que "disponibilizou a concessão de um mês inteiro de subvenção para facilitar o realojamento de pessoas que pudessem arranjar outras alternativas, sem prejuízo do pagamento regular das mensalidades"..Anualmente, de acordo com o Gabinete de Comunicação e Imagem do Governo de Cabo Verde, entre 400 e 500 cabo-verdianos viajam para Portugal, para poderem beneficiar de assistência médica..Cabo Verde "é o único país" membro dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) que "paga passagens, financia os medicamentos a cem por cento e atribui uma subvenção mensal"..Por ano, o Governo despende "com os doentes em Portugal (do sistema contributivo e não contributivo) uma quantia superior a cinco milhões de euros".