Brisa integra 16 trabalhadores da Reditus após acordo no tribunal de Lisboa

A Brisa integrou, a partir do dia 01 de janeiro, 16 trabalhadores da Reditus, depois de um acordo no Tribunal de Lisboa, avançou o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

Em declarações à Lusa, Ivo Santos, dirigente da estrutura sindical e coordenador do secretariado das Autoestradas, revelou que este acordo pode abrir caminho para a integração de mais trabalhadores em outras concessionárias, como a Ascendi e a Autoestradas do Atlântico.

Nestas duas empresas, "estão identificados trabalhadores nas mesmas situações, mas não estão ações a decorrer ainda".

Com esta decisão, o CESP pretende que as empresas "corrijam situações semelhantes e não seja preciso ir a tribunal", no futuro.

Dos 16 trabalhadores agora integrados no grupo, nomeadamente na área da eletrónica, na Brisa Gestão e Infraestruturas, nem todos avançaram para tribunal, mas a decisão abrange a totalidade dos funcionários em causa.

"Os trabalhadores prestavam serviço na Brisa desde 2010/2011 e encontravam-se nesta situação de precariedade desde essa altura. Entretanto, avançaram para tribunal porque a empresa recusava a integração e entrando o processo em tribunal foi possível chegar a acordo", explicou Ivo Santos.

Assim, o grupo Brisa assumiu "que ia integrar todos os trabalhadores e reconheceu a antiguidade deles desde a altura em que começaram a prestar serviço", avançou o dirigente sindical.

Estes trabalhadores terão agora um "contrato sem termo, sem período experimental e salários de acordo com a tabela salarial prevista no acordo coletivo de trabalho da empresa. Estavam ligados à Reditus, tinham salários muito baixos e terão uma atualização bastante significativa", referiu Ivo Santos.

Contactada pela Lusa, fonte da Brisa disse que "este é um acordo equilibrado para ambas as partes".

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