Berlim propõe mediação franco-alemã para tensão russo-ucraniana no mar de Azov

A Alemanha e a França podem fazer a mediação entre a Ucrânia e a Rússia para evitar que a tensão entre os dois países se agrave, propôs hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Heiko Mass.

O ministro referiu que uma reunião com a Rússia e a Ucrânia, há muito prevista e que se realiza hoje em Berlim, pode ser a ocasião para Paris e Berlim "desenvolverem esforços conjuntos, e se necessário como mediadores, para que este conflito não leve a uma crise grave".

Mass, que falava à imprensa em Madrid após um encontro com o homólogo espanhol, Josep Borrell, referia-se a uma reunião dos diretores políticos dos Negócios Estrangeiros dos quatro países, hoje à tarde na capital alemã, a qual, disse o ministro, é "a primeira ocasião de reunir as partes em conflito".

O ministro alemão frisou que a tensão no leste da Ucrânia e na Crimeia "são um perigo para a segurança da Europa" e que se justificam todos os esforços "para chegar por fim a uma solução política que devia ter sido encontrada há muito tempo".

A diplomacia alemã já tinha pedido hoje a restituição dos navios ucranianos apresados pela Rússia e a libertação dos marinheiros capturados pela Marinha russa no mar de Azov, situado entre a Ucrânia e a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

França também apelou hoje para a libertação dos marinheiros e a restituição dos navios apresados, afirmando, através de um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que "nada parece justificar o emprego da força pela Rússia".

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