BE defende "compromisso político" na política de apoio aos deficientes

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) defendeu um "compromisso político" que dê resposta aos problemas das pessoas com deficiência e de instituições que as apoiam, como a que visitou na Amadora, hoje de manhã.

Catarina Martins afirmou que o "compromisso político" que defende deveria ser executado em "três etapas", a começar pela necessidade de "combater o preconceito" da deficiência, "adaptar as escolas e mundo do trabalho".

Depois, é necessário dar apoio às famílias, com o estatuto do cuidador e também "olhar para as instituições" que cuidam de pessoas com deficiência.

Para "não permitir que quem tem um trabalho tão duro quanto essencial continue a ter dos salários mais baixos que são praticados no país", afirmou Catarina Martins, depois de visitar, durante uma hora, a Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados da Amadora (CERCIAma), na cidade da Amadora.

A coordenadora do Bloco qualificou de "uma vergonha para o país" os salários e as carreiras dos trabalhadores que "estão todos os dias a cuidar das pessoas com deficiência".

Estes trabalhadores ganham o "salário mínimo nacional praticamente a uma carreira toda, para uma atividade que é muito dura do ponto de vista físico".

A CERCIAma tem atualmente 67 funcionários (60 pertencem aos quadros) e presta apoio a cerca de 100 pessoas com deficiência, além de dispor de um serviço de apoio domiciliário, disse Ana Brás, diretora da CERCIAma.

Esta CERCI tem acordos para que algumas das pessoas trabalhem, a tempo parcial, em empresas e instituições, como o hospital de Amadora-Sintra.

Esta "tentativa de integração de pessoas com deficiência no mundo do trabalho" foi um dos aspetos desta CERCI destacados pela coordenadora do Bloco de Esquerda.

Exclusivos

Premium

Catarina Carvalho

Um dia de silêncio para falar de campanha

Hoje é um dia de inferno para os meios de comunicação social. Ninguém pode falar da coisa mais importante sobre a qual tem de se falar - e isso é o contrassenso do jornalismo. É como o elefante no meio da sala. Hoje é dia de reflexão para as eleições de amanhã. Ora, as eleições de amanhã são o assunto a tratar, hoje. Mas não. Não se pode apelar ao voto, fazer campanha é punido com multas, e isso inclui qualquer artigo ou peça jornalística que se considere enquadrar nessa categoria pelas autoridades competentes, seja a Entidade Reguladora para a Comunicação Social ou a Comissão Nacional de Eleições. Há países onde acontece o mesmo - Itália, Espanha, França -, há países onde a campanha vai até à boca das urnas, como nos Estados Unidos. E as opiniões dividem-se sobre a utilidade e as consequências de ambos os modelos.