A submissão a consulta pública, por 20 dias, é o primeiro passo na aprovação de um novo lote de Lojas com História, uma distinção que começou a ser atribuída pelo município de Lisboa em 2016, e que já foi concedida a 142 estabelecimentos..Na nova lista, encontram-se o bar Snob, ponto de encontro de jornalistas e outros profissionais de horas desregradas, na Rua do Século, bem como a casa de fados O Faia, na Rua da Barroca, a livraria Olisipio, no Largo Trindade Coelho, e o alfarrabista Mundo do Livro, no Largo da Trindade..A ourivesaria Rosa de Ouro, na Rua da Lapa, a Padaria São Roque, na Rua D. Pedro V, a sapataria A Deusa, na Rua Primeiro de Dezembro, a loja de lavoures Teresa Alecrim, na Rua Nova do Almada, e a Tabacaria Costa & Diogo, na Avenida Almirante Reis, encontram-se também na lista das lojas cuja distinção é proposta ser sujeita a consulta pública..O lote é completo com dois estabelecimentos considerados como "oficinas e unidades de produção": a Flor da Selva, uma torrefação de cafés, na Travessa do Pasteleiro, na Estrela, e a Alfaiataria Gualdino, em Carnide..O Regime de Reconhecimento e Proteção de Estabelecimentos e Entidades de Interesse Histórico, aprovado em 2017, concentrou-se em proteger as lojas da liberalização das rendas e estabeleceu que os contratos não podem ser submetidos ao novo regime de arrendamento urbano (NRAU) pelo prazo de cinco anos e, nos que tenham transitado para o NRAU, os senhorios não podem opor-se à renovação de novo contrato por dez anos..As Lojas com História estão ainda isentas de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e as despesas de conservação e manutenção são consideradas a 110% no apuramento do lucro tributável.