Atletas portugueses dos Special Olympics chegam a Portugal com 24 medalhas

A comitiva portuguesa nos Jogos Mundiais Special Olympics, que decorreram entre 14 e 21 de março em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, chegou hoje a Lisboa com 24 medalhas, sete de ouro.

Na competição para pessoas com deficiência intelectual destacou-se a ginasta Ana Rafael, de apenas 15 anos, vencedora nos saltos e na trave no seu nível em ginástica artística, grupo em que teve 80 adversárias.

Portugal, que esteve pela quinta vez nos Jogos Mundiais Special Olympics, conquistou o ouro também no golfe, por Nuno Francisco e Nuno Galrito, no salto em comprimento, por Mariana Melo, na disciplina de fita em ginástica rítmica, por Joana Neves, em equitação, por Nathalie Sousa, e no judo, por Noel Gonçalves, além dos dois lugares mais altos do pódio alcançados por Ana Rafael, atleta do Clube de basquetebol de Penafiel.

A representação lusa, composta por 31 atletas, conseguiu ainda sete medalhas de prata e dez de bronze.

Regina Costa, a vice-presidente do movimento em Portugal, elogia a "organização excelente", a forma como a comitiva portuguesa foi recebida no programa paralelo à competição e o desempenho dos atletas.

"A prestação dos nossos atletas foi bastante boa. Todos eles foram medalhados, com exceção de três jovens que ficaram em quarto e quinto. Tanto do ponto de vista desportivo, como do ponto de vista social, foi muito positivo", avalia Regina Costa, em declarações à agência Lusa.

Os representantes portugueses na competição para pessoas com deficiência intelectual participaram nas modalidades de atletismo, futebol, equitação, ginástica artística, ginástica rítmica, golfe, judo, natação e ténis de mesa.

A vice-presidente do Special Olympics Portugal acentua a importância dada à possibilidade de atletas com atividade desportiva regular poderem participar num grande evento desportivo e, através dessa experiência, desenvolverem várias competências, nomeadamente "ao nível da socialização, do reforço da autoestima ou da confiança em si".

A dirigente do movimento, que em Portugal existe desde 2001, explica que a diferença para os Jogos Paralímpicos é que os atletas competem "entre iguais", com atletas com marcas semelhantes e os tempos de cada um não podem ter diferenças superiores a 10 %. Se alguém terminar a prova com um registo muito acima dos demais é desclassificado, porque devia estar incluído em outro nível.

O movimento Special Olympics existe desde 1968 e Portugal participou nos Jogos Mundiais Dublin2003, Shangai2007, Atenas2011 e Los Angeles2015.

Exclusivos

Premium

Catarina Carvalho

Um dia de silêncio para falar de campanha

Hoje é um dia de inferno para os meios de comunicação social. Ninguém pode falar da coisa mais importante sobre a qual tem de se falar - e isso é o contrassenso do jornalismo. É como o elefante no meio da sala. Hoje é dia de reflexão para as eleições de amanhã. Ora, as eleições de amanhã são o assunto a tratar, hoje. Mas não. Não se pode apelar ao voto, fazer campanha é punido com multas, e isso inclui qualquer artigo ou peça jornalística que se considere enquadrar nessa categoria pelas autoridades competentes, seja a Entidade Reguladora para a Comunicação Social ou a Comissão Nacional de Eleições. Há países onde acontece o mesmo - Itália, Espanha, França -, há países onde a campanha vai até à boca das urnas, como nos Estados Unidos. E as opiniões dividem-se sobre a utilidade e as consequências de ambos os modelos.