Associação da Polícia Marítima quer profissionais integrados em outras polícias

A Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima (ASPPM) indicou hoje que vai pedir uma reunião urgente às ministras da Administração Interna e da Justiça para solicitar o processo de integração destes profissionais nas forças e serviços de segurança.

Num comunicado, a ASPPM adianta que este pedido de reuniões tem como objetivo "iniciar o diálogo conducente à integração dos profissionais da Polícia Marítima (PM) nas diversas forças e serviços de segurança face à falência institucional da PM e desinstitucionalização".

A ASPPM refere que os elementos da Policia Marítima têm assistido "à reiterada desinstitucionalização da PM, inclusive através do ministro da tutela, que a considera um mero serviço da Marinha".

Segundo esta associação, os elementos da PM "já não conhecem a PM em que se alistaram, nem se reveem nela".

A ASPPM critica o ministro da Defesa por considerar a PM "um serviço da Marinha" e "uma organização militar".

A Policia Marítima "é uma força de segurança, é uma polícia criminal à qual compete assegurar o cumprimento da lei e garantir a ordem e segurança de pessoas e bens, nas áreas sob a jurisdição marítima nacional", esclarece a associação, dando conta de um inquérito feito pela ASPPM de 2015, em que 95% dos profissionais da PM disseram que "não querem, não desejam e não se revêm na conexão com a Marinha ou com a Autoridade Marítima Nacional".

Nesse sentido, a ASPP já realizou reuniões com os partidos políticos e vai pedir às ministras da Justiça e da Administração Interna para os elementos da Polícia Marítima sejam integrados em outras forças e serviços de segurança.

No comunicado, a ASPPM refere ainda que vai pedir uma reunião de urgência à Procuradoria-Geral da Republica e ao provedor de Justiça, uma vez que "passados três anos e um já incontável número de ofícios a denunciar a desinstitucionalização e inconstitucionalidade da PM", não obteve qualquer resposta.

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