Exclusivo Santana e recuperação do Mosteiro de Seiça: "É a obra mais importante de todas"

Abandonado durante anos, o mosteiro que chegou a funcionar até como unidade fabril vai finalmente ser recuperado. As obras, no valor de quase três milhões de euros, arrancaram no início do ano.

O Mosteiro de Seiça, na Figueira da Foz, vai finalmente ser recuperado. O monumento (agora classificado) estava há décadas ao abandono, mas já no verão passado fora adjudicada a obra de requalificação à Teixeira Duarte - uma empreitada no valor de 2,7 milhões de euros. Entretanto, Santana Lopes ganhou as eleições. E coube-lhe a ele assinar o auto de consignação da obra, no final de dezembro, sabendo que aquela vai ser uma intervenção difícil, uma vez que o estado de ruína é considerável.

"É uma obra muito relevante para a Figueira, para a região e até para a Europa", disse ao DN o presidente da Câmara da Figueira da Foz. "Para mim significa muito porque comecei neste processo em 1991, quando fiz o despacho para entrar em vias de classificação. E quando o comprei em 2000 [já estava aqui na Figueira] aos privados. Este caso, por si, demonstra o modo como às vezes se trata do património em Portugal", sublinha, recordando todo o processo que envolveu essa aquisição. Nessa altura, o mosteiro "estava nas mãos de privados que debulhavam lá arroz", conta Pedro Santana Lopes. Desse período difícil de negociações, o autarca guarda um rol de memórias, convicto de que valeu a pena. Porque no início de janeiro "finalmente começou a obra".

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