Panorâmico de Monsanto. A arte urbana ganhou uma casa e Lisboa agradece

O Panorâmico de Monsanto nasceu em 1968 como restaurante, instalado no coração do Parque Florestal e com uma vista de sonho para a cidade de Lisboa. Um espaço de luxo, com cinco pisos, preparado para receber grandes eventos, mas que praticamente desde o início foi sofrendo de problemas estruturais na cozinha, que levaram a que só fosse abrindo as portas de tempos a tempos para a realização de algumas festas e banquetes (só funcionou em contínuo como restaurante durante dois anos, entre 1984 e 1985).

Encomendado em 1961 pela câmara de Lisboa, o Panorâmico (desenhado pelo arquiteto Chaves da Costa) vestiu várias 'peles' ao longo da sua história: foi escritório, hotel, discoteca, centro de treino para cães e até labirinto para festas infantis. No entanto, em 2001 foi votado ao abandono, sendo apenas frequentado por turistas, curiosos ou exploradores urbanos.

Em setembro de 2017, o espaço ganhou uma nova vida, agora como miradouro municipal, após ser alvo de uma requalificação por parte da câmara de Lisboa. Foi retirado o entulho e foram colocadas proteções de modo a evitar acidentes. Foi também preparado para poder acolher alguns eventos, principalmente de caráter performativo e de arte urbana, como o Festival Iminente, do qual resultaram vários trabalhos artísticos (murais, esculturas e outros) que hoje podem ser visitados por quem se desloca ao miradouro, que foi incluído no roteiro de arte pública de Lisboa. Um dos destaques é o enorme vitral de AkaCorleone (batizado de Equality), mas também peças de artistas como Vihls, Tamara Alves, Add Fuel ou Wasted Rita.

Com o fim do segundo período de confinamento, devido à pandemia de covid-19, o miradouro reabriu ao público mas as visitas foram condicionadas aos pisos 0 e 1, com uma lotação de 60 pessoas e uso de máscara ou viseira nas áreas cobertas. A vista do miradouro Panorâmico de Monsanto permite observar pontos tão distantes como o aeroporto, o Aqueduto de Águas Livres, a Ponte 25 de Abril, São Julião da Barra e várias localidades na margem sul do Tejo, de Alcochete à Trafaria.

O horário de verão (até 20 de setembro) é das 09.00 às 20.00. A entrada é gratuita..

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